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Festival confronta consagrados e anônimos

Divulgação
Chico César (à esq.) disputa com o novíssimo Lessa (dir.)

Ramiro Zwetsch

No sábado 19, a Rede Globo transmite a primeira etapa do Festival da Música Brasileira, a partir das 22hs, com apresentação de Serginho Groismann. A eliminatória terá quatro fases, sempre aos sábados, cada uma com doze músicas concorrentes – das quais três serão selecionadas pelo júri especializado. No dia 16 de setembro, apresentam-se os doze finalistas que concorrerão aos cinco prêmios do festival: as três melhores composições, o melhor intérprete e um prêmio especial do júri.

“Esperamos abrir um pouco mais o mercado, dando uma chance para aqueles que não têm”, diz o diretor geral Roberto Talma. “As gravadoras serão as grandes beneficiadas com essa vitrine de novos talentos”, diz o consultor artístico Solano Ribeiro.

Entre os intérpretes e compositores classificados, no entanto, figuram vários nomes já vinculados à gravadoras, como Chico César, Mônica Salmaso e Zé Renato, e outros desconhecidos, como Rodrigo Lessa e Renata Holly. “Selecionamos as músicas, sem saber quem eram os compositores”, justifica Talma. “Nosso critério é democrático e se o Chico Buarque quisesse se inscrever, seria avaliado como qualquer um dos inscritos.” Apesar da justificativa, é perfeitamente possível, por exemplo, que a interpretação da premiadíssima Mônica Salmaso para a composição
do desconhecido Beto Furquim pese na decisão do júri – por mais imparcial que seja. Salmaso é uma exceção, já que 70% dos 48 classificados interpretam suas composições.

A Globo não organiza festivais desde 1985, quando Tetê Espíndola faturou o prêmio principal do Festival dos Festivais com “Escrito nas Estrelas”. Entre 1966 e 1972, a emissora promoveu o Festival da Canção, revelando alguns clássicos da MPB, como “Fio Maravilha”, de Jorge Ben Jor, e “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré.

 

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