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Arnaldo Antunes

Paula Azulgaray

Divulgação
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Arnaldo: tribal

A trilha de O Corpo é o primeiro trabalho do músico Arnaldo Antunes para dança. A peça de 42 minutos integra agressividade e lirismo, acústica e eletrônica.

Por que o corpo como tema?
Dentro da liberdade total de criação que me deram, eu precisava de uma pauta. Escolhi o corpo até pelo óbvio: o corpo como matéria-prima da dança, o corpo como veículo e assunto.

Que outras referências aparecem na trilha?
A idéia do tribal surgiu muito forte. A intenção foi juntar o tribal e o tecnológico, tratando o corpo como um mecanismo, uma engrenagem.

A parte mais divertida foi gravar os ruídos orgânicos?
Principalmente a imaginação, a simulação dos ruídos orgânicos internos. Imaginar o ruído do sangue nas artérias, dos neurônios na cabeça.

Qual foi o grande ganho deste trabalho?
O mais compensador foi assistir o resultado no corpo dos bailarinos. Ver que uma linguagem não se sobrepõe à outra: elas tornam-se uma coisa só. É o que busquei: derrubar a fronteira dos sentidos. Juntar a visão ao tato, à audição, coisa que a modernidade está resgatando das sociedades primitivas.

Qual a parte do corpo que você mais usou no processo?
Sem dúvida o pé. É batendo o pé no chão que eu percebo para onde as coisas vão. Mas há de tudo um pouco. Respiração, pensamento.

 

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