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Monólogo
3
X Teatro
Ney Latorraca interpreta com superficialidade
três textos clássicos
Eudinyr
Fraga
| Divulgação |
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| Ney
Latorraca: maneirismo sem disfarce |
No
simpático e pequeno auditório
do Teatro Alfa, Ney Latorraca, dirigido por Édi Botelho (que
também assina a tradução, adaptação,
cenário e figurino) apresenta 3 X Teatro. Reúnem-se
três monólogos: Tchekov Fumar Faz Mal à
Saúde, Pirandello O Homem de Flor na Boca
e Cocteau O Mentiroso. Na verdade, o original de Pirandello
não é monólogo. Nele há um interlocutor
denominado o pacífico freguês, cuja presença
se contrapõe à perturbação do protagonista.
A adaptação optou por cortá-lo e, também,
por não separar nitidamente os três textos.
Ney
é nome consagrado, com longa carreira não só
no teatro como na tevê. Desta vez, contudo, não é
feliz. Sua interpretação (por culpa sua ou da direção)
é, no mínimo, superficial. O desespero, no início
contido, do personagem de Pirandello; a amargura reprimida pelo
humor e mesmo o sarcasmo do conferencista de Tchekov, são
diluídos por seus maneirismos e pelo desejo, não disfarçado,
de solicitar sempre a cumplicidade e o riso do público.
Já
o curto texto de Cocteau, menos exigente, presta-se melhor aos objetivos
de Latorraca, que o interpreta com leveza. O espetáculo é
curto, menos de 50 minutos. O que acaba por ser uma virtude. Não
se pode deixar de observar que o excesso de monólogos no
atual teatro brasileiro tornou-se, involuntariamente, a metáfora
do País: não se dialoga mais.
Um
equívoco
Até
24 de setembro Teatro Alfa Sala B Rua Bento
Branco de Andrade Filho, 722 São Paulo
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