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Ping-Pong
João
Bosco
Ramiro
Zwetsch
Que
tal trabalhar pela segunda vez em parceria com seu filho Francisco
Bosco?
O Chico tem um grande amor pela palavra: fez jornalismo e faz literatura.
Ele também já foi baterista de uma banda de reggae, então concilia
muito bem palavra, suingue e ritmo.
É
bom ter o mesmo parceiro em todas as faixas do disco?
É ótimo porque dá uma unidade ao trabalho, por mais diversificado
que seja o repertório.
Na
Esquina é seu disco mais diversificado?
Com certeza e ele chama Na Esquina por causa disso. A esquina
é o ponto de encontros e eu busquei isso, cruzando brasilidades
com influências estrangeiras.
“Mama
Palavra” tem um acento meio reggae, não é?
Eu nunca tinha trabalhado com reggae e o Chico deve ter me influenciado
nesse sentido. Miles Davis, no disco Tutu, trabalha com reggae.
Ele foi uma referência marcante na construção de “Mama Palavra”.
E
a referência ao rap, em “Ditodos”?
Essa música é emblemática para o disco: é a esquina entre o regional
e o contemporâneo, entre o Brasil e o resto do mundo. O rap se parece
muito com um ritmo mineiro, chamado calango.
Você
ouve rap?
Ouço muito e é uma das coisas que mais têm me entusiasmado. As relações
entre as camadas sociais não são mais cordiais e o rap de São Paulo
fala diretamente com a periferia.
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