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Trip hop

Fragments of Freedom
Trio Morcheeba mistura blues, rock e rap com música eletrônica

Ramiro Zwetsch

Reprodução
Divulgação
Morcheeba: sem climas sombrios

Entre os estilos musicais derivados da música eletrônica, o trip hop é o mais acessível. Sem as batidas aceleradas e repetitivas, o gênero enquadra melodias suaves em andamento lento, resultando em um som mais apropriado para relaxar do que para dançar. Entre os expoentes do trip hop, o grupo Morcheeba é, de longe, o de fácil acesso. Ao contrário de outros artistas representativos do gênero – como os grupos Portishead e Massive Atack – o trio inglês apresenta vocação radiofônica, tendo emplacado vários sucessos nos dois primeiros CDs de carreira.

Fragments of Freedom – terceiro disco do Morcheeba – continua reunindo atrativos para agradar até mesmo quem reluta em aceitar a contribuição eletrônica para a música. Optando por um formato mais acústico – que ressalta sempre a voz doce da cantora Skye –, Morcheeba só escorrega na intervenção exagerada de alguns sopros e teclados.

A sonoridade desses instrumentos, conforme foi trabalhada em Fragments of Freedom, destoa em alguns momentos do clima sombrio que permeia o trip hop. O deslize deflagra uma tentativa do Morcheeba em tornar-se mais pop. Mesmo assim, o disco traz bons resultados na fusão de batidas eletrônicas com o rap (“Love Sweet Love” e “In The Hands Of Gods”) e o blues (“World Lookin In” e “Love Is Rare”).

Trip pop

 

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