CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA

Leia um trecho dos livros
 • A Cidade e as Terras
 • Tarifa de Embarque

Romance

A Cidade e as Serras
Edição especial é um dos destaques em centenário da morte de Eça de Queirós

Paula Alzugaray

Divulgação

Cem anos antes da explosão da internet, o mundo já estava repleto de maníacos pela informação. Havia os que chegavam ao “extremo” de conectar-se aos fios telegráficos de grandes jornais europeus. Fonógrafos, telégrafos, radiômetros, gramofones, telefones, teatrofones e toda espécie de avanço no terreno das utilidades (ou inutilidades) domésticas povoavam os desejos das elites já na virada do século 19. É o que mostra um crítico observador da burguesia européia da época, o escritor português Eça de Queirós, em seu A Cidade e as Serras. Publicado originalmente em 1901, um ano após a morte do escritor, o livro integra uma recém-lançada edição especial, ao lado de A Ilustre Casa de Ramires (Hedra, R$ 38).

A história do jovem parisiense Jacinto – que, vencido pelo tédio de sua confortável vida de burguês, rende-se ao prazer da descoberta das virtudes naturais do campo – de certa forma traça um paralelo com a trajetória do próprio escritor, cujo centenário da morte celebra-se a partir de quinta-feira 17. Engajado na crítica à Igreja, à Monarquia e à moral burguesa, Eça de Queirós depôs o romantismo e inaugurou o realismo em Portugal com a publicação de O Crime do Padre Amaro (1875). Os Maias, escrito entre 1879 e 1888, é considerado seu mais perfeito retrato da decadência moral da Europa.

Seus últimos romances – reunidos na edição da editora Hedra – refletem sobre os excessos da tecnologia e do consumo e retomam (com um saudosismo tipicamente português) as virtudes da ingenuidade e os valores da aristocracia rural. O caminho tortuoso de Jacinto, em A Cidade e as Serras, em direção a Tormes, povoado natal de seus antepassados, é como uma reconciliação do escritor – um cidadão do mundo, cônsul em Cuba, Inglaterra, Egito e França – com sua terra natal e com a cidade de Tormes, onde mantinha uma casa.

Volta à origem

 

 

 Cinema
Bilheteria
Livros
Música
Teatro
Televisão

Fique de olho

No Ibope
Exposição


| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três