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Arte
brasileira
Cores
da Arte
Coletiva reúne figurações e abstrações cromáticas
de 16 artistas
Paula Alzugaray
| Reprodução |
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| “Colibri”
(1998), óleo sobre tela de Maricy Régis: símbolos da criação |
A
exposição coletiva Cores da Arte, que a Galeria Bric a Brac
organiza em São Paulo, reúne obras de 16 artistas plásticos cujo
traço fundamental é o trabalho com a cor. Participam da mostra,
entre outros, a professora e historiadora Maria Luiza Lavarello,
que realiza um trabalho inspirado na arte rupestre, e Marlene Carrano,
que tem uma obra engajada a questões ecológicas e de preservação
ambiental.
Entre
as figurações e as abstrações da mostra, as telas monocromáticas
da artista paranaense Maricy Régis situam-se numa região intermediária
bastante interessante.
Maricy,
que além de pintora é diretora de arte de Gente, está
expondo quatro telas da série denominada Linha, de 1998. Em “Colibri”,
“Ilha”, “Moça” e “Serpentina”, a representação figurativa é sintetizada
ao ponto de dar vida a imagens simbólicas. Signos referentes sempre
ao universo da criação feminina. “A água que cerca a ilha, a terra,
a mulher barriguda, a linha sinuosa da serpentina, são sempre símbolos
ligados à criação, à vida”, diz Maricy.
Ao
reduzir a figura ao seu traço essencial, a artista faz do instrumento
básico do desenho – a linha – o assunto de sua série de óleos sobre
tela. Isso, sem tirar o protagonismo das cores puras. Na pintura
de fundos monocromáticos em azul, vermelho, amarelo e verde, fica
explícita a busca da artista pelo essencial. Seja na exuberância
das cores, na síntese das formas ou na escolha dos temas – sempre
a natureza –, o objetivo final parece ser o resgate do genuíno.
De
bem com a vida
Até
31 de agosto – Galeria Bric a Brac – Alameda Jauaperi, 996 – São
Paulo
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