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Romance
Feitiço
do Coração
Muito
choro e alguma qualidade na estréia de Bonnie Hunt na direção
Neusa
Barbosa
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Divulgação
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| Minnie
e Duchovny: peça do destino |
A
palavra de ordem para os novos galãs é: seja frágil, chore um bocado
e, de preferência, fique viúvo. Com este figurino, Kevin Costner
deu-se muito bem em Uma Carta de Amor. Procurando descolar-se
da identidade do agente Fox Mulder, de Arquivo X, David Duchovny
segue essa cartilha e arranca copiosas lágrimas da platéia no drama
romântico Feitiço do Coração.
Duchovny
interpreta Bob Rueland, um construtor completamente apaixonado pela
mulher, a zoóloga Elizabeth (Joely Richardson, 101 Dálmatas –
O Filme). Mas, na noite de gala em que consegue uma doação para
ampliar o habitat de seu gorila favorito, ela morre num acidente
de carro. Na cena em que dá vazão à sua dor, Duchovny arrepia, mostrando
seu desamparo num choro que mesmo os seus mais impiedosos críticos
terão de reconhecer que vai além de tudo o que ele mostrou antes
como ator.
Coincidências
levam o construtor ao restaurante O’Reilly, onde a garçonete Grace
(Minnie Driver, O Marido Ideal) acaba de ganhar vida nova
graças a um transplante de coração. Há um romance entre os dois,
que esbarra num obstáculo – a moça recebeu o coração da ex-mulher
do construtor. Os mais ácidos podem torcer o nariz. Os mais românticos
vão encharcar muitos lenços. Mas é inegável que tem qualidades este
trabalho de estréia da diretora Bonnie Hunt (À Espera de um Milagre).
Duas
mulheres e um coração
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