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por
Luciana Franca
Milton
Nascimento
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| Milton
Nascimento com Agostinho dos Santos, em 1967 |
A foto
tirada em 23 de outubro de 1967 é histórica. Na verdade, um divisor
de águas na carreira de Milton Nascimento. Nela, o cantor carioca
é abraçado por Agostinho dos Santos na final do II Festival Internacional
da Canção, no Rio. “Agostinho inscreveu à minha revelia três músicas
no festival”, relembra.
Milton
havia se decepcionado com seu desempenho num festival no ano anterior,
o Berimbau de Ouro, e prometera a si mesmo jamais participar de
outro concurso de música. “Agostinho queria tirar isso da minha
cabeça e, um dia, chegou e disse que ia fazer um disco e precisava
de três músicas para, junto com o produtor, escolher uma”, conta.
“Gravei Morro Velho, Maria Minha Fé e Travessia,
que, ao invés de colocá-las num disco, Agostinho inscreveu no festival
escondido de mim.” O resultado: as três músicas foram classificadas,
Maria Minha Fé na voz de Agostinho, e as outras duas com
Milton. Travessia acabou ganhando o segundo lugar do festival
e é até hoje a música mais popular do cantor. Milton Nascimento
ainda levou outro prêmio, o de melhor intérprete do festival de
1967. “Ele é o responsável por tudo. Sem ensaiar, ele foi meu padrinho
musical. Que ele esteja no lugar que merece”.
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