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por Marcelo Zanini

Márcia Kubitschek
Filha de Juscelino Kubitschek, a vice-presidente da Embratur morre aos 56 anos

Andre Dusek
Márcia em 1996, em Brasília

No sábado 5, a filha do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, Márcia Kubitschek, de 56 anos, morreu no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Márcia sofria de cirrose hepática e estava internada há 65 dias. Ela teve falência múltipla dos órgãos provocada por insuficiência renal e hepática, e não houve tempo para um transplante de fígado. O corpo de Márcia foi velado durante todo o domingo no Memorial JK, museu de Brasília que abriga os pertences e restos mortais de Juscelino Kubitschek.

O presidente Fernando Henrique Cardoso foi uma das autoridades que prestaram sua homenagem à filha de JK. Nascida em Belo Horizonte em 22 de outubro de 1943, desde jovem, sempre ao lado do pai, Márcia conviveu com os bastidores do poder. Formada em Ciências Políticas e Jornalismo, falava cinco idiomas e viajou por diversos países.

Na ditadura militar, em 1964, quando JK teve o seu mandato de senador cassado, Márcia partiu com o pai para o exílio na França. Juscelino morreu em 22 de agosto de 1976, vítima de um acidente de carro. Márcia só voltou a morar no Brasil em 1984, quando iniciou sua própria carreira política. Ela foi eleita deputada federal em 1986 e participou da elaboração da Constituição de 1988. No ano seguinte, foi convidada por Fernando Collor de Mello para ser sua vice na campanha para a Presidência. Ela recusou o convite e elegeu-se vice-governadora do Distrito Federal em 1990. Desde 1996, Márcia era vice-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Casou-se três vezes. Com o empresário Baldomero Barbará Neto, teve duas filhas, Ana Christina, 34, e Júlia Diana, 24. Depois nasceu Alejandra Patrícia, 16, de sua união com o bailarino americano de origem cubana, Fernando Bujones. Ao separar-se dele reencontrou e se casou com o namorado de adolescência, o advogado gaúcho José Carlos Barroso.

Alec Guinness
O ator, nomeado “Sir”, popular por interpretar o mestre Jedi na trilogia de Guerra nas Estrelas, morre aos 86 anos

Reuters
Alec Guinness numa de suas últimas fotos, em 1996

O cinema e o teatro perderam no sábado 5, o último dos atores britânicos da geração de intérpretes como Lawrence Olivier, John, Gielgud e Ralph Richardson. Sir Alec Guinness, como era conhecido, morreu aos 86 anos em West Sussex, no sul da Inglaterra.

Ele estava internado no hospital King Edward VII, desde a quinta-feira 3, quando passou mal na sua casa em Petersfield. O ator vinha sofrendo de várias doenças ultimamente, mas o hospital não divulgou a causa da morte. A última cirurgia pela qual passou foi para curar um glaucoma crônico. Versátil, protagonizou comédias, épicos e até filmes de ficção científica.

O ator interpretou desde o coronel Nicholson no filme A Ponte do Rio Kwai, pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator em 1957, até o mestre Jedi, na primeira fase da trilogia de Guerra nas Estrelas (1977, 1980 e 1983). “O mundo perdeu um grande artista”, afirmou o diretor George Lucas. Guinness estudou artes dramáticas na escola inglesa Fay Compton Studio of Dramatic Art em 1934. Dois anos depois começou a encenar textos clássicos no palco do teatro Old Vic, em Londres, e na década de 40, após a Segunda Guerra Mundial, estreou no cinema em Grandes Esperanças, 1946. Ao longo de 60 anos de carreira, Guinness participou de mais de 66 filmes. Entre os destaques estão Oliver Twist (1948), O Quinteto da Morte (1955), Lawrence da Arábia (1962), Doutor Jivago (1965), Assassinato por Morte (1976), Passagem para a Índia (1984) e Testemunha Muda (1994), entre outros.

Curiosamente, o papel que o tornou popular entre os mais jovens era detestado por Sir Alec Guinness. O personagem Obi-Wan Kenobi, de Guerra nas Estrelas, era considerado menor pelo ator. Ele ignorou todas as cartas que recebeu dos fãs da trilogia de ficção científica. Em 1980, Guinness recebeu o seu segundo Oscar. O prêmio honorário foi oferecido pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood por sua contribuição ao cinema mundial. Em toda a sua carreira, Alec foi indicado ao Oscar quatro vezes.

Gilles Thibault,
compositor da canção “My Way”, morreu na quarta-feira 2, aos 72 anos em Paris.

Thibault começou sua carreira como trompetista nos anos 50 em bares no bairro parisiense de Saint-Germain-de-Près. O cantor Frank Sinatra foi quem imortalizou a música “Comme d’Habitude”, título original de “My Way”, escrita por Gilles. Essa música está no ranking das dez canções francesas mais conhecidas no mundo.

Afrânio Coutinho,
imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu de parada cardíaca no sábado 5, aos 89 anos.

Desde 1990, o escritor e acadêmico baiano esteve internado várias vezes. Seu corpo foi sepultado no Mausoléu dos Imortais, no cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio. Afrânio ingressou na ABL em 1962 e três anos depois, fundou a Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual foi diretor até se aposentar, em 1980. O escritor era casado e tinha dois filhos.

Aselita Alice Oliveira,
mãe do ator Gerson Brenner, morreu de infarto, na quinta-feira 3, aos 71 anos em São Paulo.

Aselita começou a passar mal quando preparava o almoço de aniversário da filha Cristina. Na hora da morte da mãe, Gerson Brenner fazia fisioterapia e foi levado às pressas para casa. Muito chocado, ele não participou do velório. O corpo de Aselita foi cremado no cemitério da Vila Alpina na sexta-feira 4. Aselita deixa marido e três filhos.

Tony Maffatone,
veterano do Vietnã, morreu afogado, aos 55 anos, no domingo 6, nos Estados Unidos.

Tony motivou a criação do personagem Rambo, em 1982, que foi interpretado pelo ator Sylvester Stallone. Maffatone ganhou várias medalhas e tornou-se consultor antiterrorista do governo americano. Sempre discreto, também foi guarda-costas do próprio Sylvester Stallone e de outras celebridades, como Dolly Parton, Elton John e Dodi Al Fayed.

 



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