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Televisão

Mion O filé da MTV
Mais jovem VJ da emissora, Marcos Mion faz sucesso e aumenta audiência satirizando clipes de artistas e bandas famosas

Rodrigo Cardoso

Claudio Gatti
Mion aprendeu a tocar piano com o irmão, morto há cinco anos: “Ele era meu ídolo”

Há dois anos o paulista Marcos Mion, 21 anos, teve o primeiro contato com a MTV. Na época, interpretava no teatro o personagem Creonte, da tragédia grega Antígone, de Sófocles. Seu desempenho chegou à emissora de música. Convidado para um teste, Mion agradou os diretores, mas esbarrou na falta de vagas. Por sorte, na mesma semana, foi convidado pela Globo. Durante um ano ele deu vida ao personagem Max do seriado Sandy e Júnior. E, após cumprir o contrato, dessa vez, foi fisgado pela MTV. Em sete meses, o VJ atingiu três pontos de audiência, marca fabulosa para a MTV. Transformou em sucesso o programa Os Piores Clipes do Mundo, que no último mês recebeu 4.000 e-mails. Hoje, o caçula do time de VJs dá autógrafos na rua, responde a 180 mensagens pela internet e divide a direção do programa que apresenta com outros dois profissionais. “Sou o peão da MTV. Fico o dia inteiro lá”, diz.

Mion também divide diariamente a apresentação do Supernova com a VJ Didi. Mas é com Os Piores que sua veia cômica surge. O programa vai na contramão do restante das atrações da MTV. Ao invés de bajular artistas e videoclipes, Mion satiriza as barbaridades produzidas por bandas, como fez com a musa do clipe do jamaicano Jimmy Cliff (“Olha a orelha de abano da cidadã!”). Chegou até a ser ameaçado por um cantor. Mas não se intimida. “Malhei também um clipe do grupo de pagode Molejo. E soube que os pagodeiros do Rio estão loucos para me pegar”, conta. Para Cris Lobo, diretora de programação e produção da MTV, o diferencial de Mion é o humor. “Ele faz boas imitações dos cantores”, diz ela.

Mion mora com os pais, um casal de médicos, e não pensa em deixá-los tão cedo. Em seu quarto, decorado com taco de beisebol, livros e CDs, estão guardadas cartas escritas pelo irmão Marcelo, que morreu há cinco anos. Três anos mais velho que ele, Marcelo havia sido aprovado no curso de medicina da Universidade de São Paulo e comemorava com amigos na marquise do Museu de Arte de São Paulo. Desequilibrou-se e caiu. “Era meu ídolo. Aprendi a jogar basquete e tocar piano para imitá-lo”, afirma. “Sem ele, virei um traste: não fazia nada e fumava muita maconha.”

Para animar o filho, sua mãe o inscreveu no Teatro Escola Célia Helena, onde fez aulas com a atriz Lígia Cortêz por quatro anos. “Por causa dessa tragédia seu canal de sensibilidade se desenvolveu. Ele é inteligente e rápido”, diz Lígia. Bastaram três peças para Mion chegar à Globo. Em Sandy e Júnior, organizava pequenas rebeliões entre os companheiros. “Queria criar falas, mas não deixavam. Então, dizia para o pessoal: ‘Não podemos aceitar. Vamos fazer teatro em praça pública!’ Era o Che Guevara da Globo.” Suas reivindicações não prosperaram, mas Mion ganhou o respeito dos atores e a amizade de Paulo Vilhena, namorado de Sandy. “Não me surpreendi quando o Paulinho e a Sandy ficaram juntos. Lembro do dia em que ela disse: ‘Lá na escola, há um time que acha que eu devo namorar o Caio Blat e outro que prefere o Vilhena’. Ninguém fala isso de graça”, diz o VJ. Ao contrário do amigo, Mion terminou um namoro de um ano. Uma paixão é o que falta para completar a boa fase.

 

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