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Música

Está no ar o rock gaúcho
Duca Leindecker, vocalista do Cidadão Quem, foi aplaudido por Bob Dylan em Porto Alegre e lança o quarto CD da banda, formada por pára-quedistas

Edwin Paladino

Beto Tchernobilsky
Duca, Paula e Luciano, o trio atual de Cidadão Quem: a banda tinha na formação inicial Cau Hafner, morto em acidente com pára-quedas

Pode parecer incrível, mas o guitarrista Duca Leindecker, também compositor e vocalista da banda Cidadão Quem, já foi aplaudido pelo lendário Bob Dylan. No início de 1992, ele tocava num bar em Porto Alegre, quando viu o músico americano na platéia. Emocionado, tirou os melhores acordes de sua guitarra. Dylan gostou tanto do som do roqueiro, então com 22 anos, que o convidou para abrir seus shows durante a temporada brasileira. “Ele foi gentil, abraçava-me como a um irmão”, lembra o guitarrista. De lá para cá, muito som rolou, o grupo gravou três CDs e acaba de lançar o quarto, a coletânea Soma. “Só agora vão conhecer a banda. Nos discos anteriores, as gravadores estavam preocupadas em divulgar pagode e axé, fomos prejudicados”, conclui.

O disco atual reúne composições do grupo dos CDs Outras Caras, de 1993, A Lente Azul, lançado três anos depois, e Spermatozon, de 1999. O músico Renato Borghetti não economiza elogios a Duca. “Meu negócio não é rock. Mas Duca toca com tanta personalidade que não tive dúvidas em colocar meu acordeão nos arranjos de Pinhal, que ele compôs”, conta. Outro amigo, Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós, resume: “Ele é muito sofisticado”.

Pára-quedistas desde a adolescência, Duca, hoje com 30 anos, e Luciano Leindecker, 28, conheceram Cau Hafner, também apaixonado pelo esporte. Depois descobriram outra paixão em comum, a música, e montaram um grupo de rock. Criado há dez anos, o Cidadão Quem, nome inspirado no filme Cidadão Kane, de Orson Wells, atravessou a década de 90 animando os bares de Porto Alegre. Em junho do ano passado, Cau morreu durante um treinamento, porque seu pára-quedas travou dentro da mochila. “Foi um baque”, confessa Duca. Apesar da morte do amigo, os irmãos não deixaram o esporte nem a banda e Paula Mozzari, 25 anos, que sempre acompanhava o trio nos shows, assumiu a bateria. “Como já havia gravado algumas músicas com os garotos, aceitei o convite”, conta ela.

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