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Foco
A
nova cara dos talk shows
Ramiro
Zwetsch
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Julio Vilela
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Astrid
deve apresentar novo talk show na Band
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A estréia
de Provocações consolida uma tendência
da tevê brasileira em investir em formatos alternativos para
os tradicionais talk shows. Durante muito tempo, as únicas
opções do segmento eram os programas de Marília
Gabriela e Jô Soares que comandam suas entrevistas
apoiando-se na credibilidade. Hoje, no entanto, a tevê aberta
brasileira oferece opções nada convencionais para
o gênero.
O que
dizer, por exemplo, do Circular (Canal 21, segunda a sexta,
22h30), em que a jornalista Maria Cristina Poli monta sua sala de
entrevistas dentro de um ônibus que passeia pelas ruas de
São Paulo?
A credibilidade está longe de ser a única arma de
um bom talk show. João Gordo, com seu Gordo a Go-Go
(MTV, segundas, 22h30), que o diga. Com estilo despachado, o apresentador
lança mão da cara de pau. Nas vias alternativas, até
as drag queens têm espaço. Charlotte Pink (personagem
do humorista João Kléber) e Nanny People comandam,
respectivamente, talk shows no Te Vi na TV (Rede TV!, segunda,
23hs) e Comando G (Gazeta, terça, 24h15). Nos dois
casos prevalece a temática picante.
Parte
do sucesso dos talk shows no Brasil deve-se ao baixo custo de produção.
O jornalista Jorge Espírito Santo, que criou Pé
na Cozinha, na MTV, e atualmente dirige o Caldeirão
do Huck, na Globo, compara: Um programa do Pé
na Cozinha custava, seguramente, pelo menos cinqüenta vezes
menos do que custa o Caldeirão.
Pé na Cozinha marcou a estréia da apresentadora
Astrid Fontenelle à frente de um talk show. O programa
trouxe uma credibilidade que a MTV não tinha. No momento,
ela negocia um novo programa com a Bandeirantes, que deve ter um
quadro reservado para entrevistas.
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