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Jornalístico
Jornal
da Globo
Ana
Paula Padrão imprime agilidade à nova fase do telejornal
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Silvana
Garzaro
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Ana
Paula Padrão, nova âncora do JG: mais entradas ao vivo e maior
participação dos repórteres
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Neuza
Sanches
Ancorar
repórteres que apresentam,
ao vivo, as últimas informações sobre
os fatos mais importantes do dia é uma faceta jornalística
comum às telas norte-americanas. Pouco explorada, porém,
pelos telejornais brasileiros. A exceção ocorre quando
algum avião cai ou quando há depoimento de político
acusado de corrupção no Congresso Nacional. O Jornal
da Globo (segunda a sexta, 23h30) quer, agora, preencher essa
lacuna. E coube à jornalista Ana Paula Padrão essa
empreitada. Teremos mais entradas ao vivo, com maior participação
dos repórteres, diz Ana Paula. Vamos dar inquietação
ao jornal, aliada ao esforço de dar profundidade à
notícia, diz Ricardo Melo, editor-chefe do JG.
A ex-repórter
e ex-correspondente da emissora apresentou na segunda-feira 7 um
jornal de primeira linha. Abriu com Caco Barcellos mostrando o apartamento
milionário do juiz Nicolau dos Santos Neto, nos EUA. O
jornal deu ainda uma volta ao vivo pelo País, com outras
estrelas globais dando as últimas informações
sobre política e polícia. César Tralli, por
exemplo, ficou plantado até tarde da noite em frente aos
portões da 1ª Vara Criminal Federal, em São Paulo,
para informar que, depois de dar depoimento, o senador cassado Luiz
Estevão viajou a Paris para espairecer.
Edmilson Ávila estava dentro da carceragem Polinter, no Rio,
onde o empresário Jair Coelho está preso. Lá,
o repórter informou ao vivo
que o rei das quentinhas recusou-se a se alimentar com a comida
fornecida por sua própria empresa. Carlos Monforte e Arlete
Milhomem também marcaram presença com informações
sobre a corte brasiliense. Em outro bom momento houve o depoimento
de William Waack. O jornalista fez uma série de reportagens
para os jornais da emissora sobre as preocupações
do eleitorado brasileiro. E deu suas impressões a respeito:
Os eleitores estão mais preparados e exigentes,
disse Waack.
O JG
sempre se apresentou como um telejornal que fazia uma espécie
de pot-pourri das principais notícias apresentadas momentos
antes no Jornal Nacional. Lilian Witte Fibe deu seu toque
pessoal ao enfocar melhor
o noticiário de economia e de saúde. Agora, com uma
repórter à frente, é possível que o
Jornal da Globo consiga manter a verve da notícia
quente nos finais das noites. Bom para o telespectador, que já
pode acordar pela manhã informado sobre parte das notícias
dos jornais impressos.
Direto
da fonte
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