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Punk
rock
The
Filth and the Fury
Hinos
do Sex Pistols ressurgem em trilha de filme sobre o grupo inglês
Arthur
Veríssimo
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| Sex
Pistols: influência nos palcos, na música e na moda |
Parece
que foi outro dia.
O catalizador de atitudes Mister Malcolm McLaren, figurinha
carimbada da cena fashion e musical de Londres percebeu algo no
ar. Depois de ter empresariado os transgressivos New York Dolls,
farejou um bando de moleques sujos e irreverentes pelas ruas de
Londres. Estava dado o pontapé inicial na criação
do Sex Pistols, que representava a revolta, o niilismo e a absoluta
frustração que marcou grande parte da geração
dos anos 70.
A história
desta pioneira banda de punk rock volta agora às telas de
cinema. Compre o CD, vista a camiseta, prepare o moicano e não
se esqueça
das correntes e do coturno velho, pois uma nova estação
de Sex Pistols voltou para o consumo no ano 2000. O diretor Julian
Temple, o mesmo que filmou a história de Sid Vicious e sua
gangue na película The Great Rock and Roll Swindle (1978)
realizou um novo filme contando a história da banda mais
maldita de todos os tempos depois do bíblico e revolucionário
Elvis Presley.
O novo
caça-níquel de Julian Temple, The Filth and the
Fury, possui uma trilha sonora com um CD duplo trazendo canções
que retratam a música que os Pistols escutavam na época
e algumas de suas criações. Encontramos preciosidades
como Schools Out, com a tia Alice Cooper em um
dos seus grandes momentos; David Bowie com o clássico Jean
Genie; Roxy Music com a maravilhosa Virginia Plain
e os escandalosos New York Dolls, com Looking For a Kiss.
Encontram-se
ainda hinos que transformaram-se em mantras e razão
de viver para muitos amantes dos Pistols. O disco abre com o carro
chefe God Save The Queen, que ficou durante muito tempo
em primeiro lugar nas paradas inglesas, embora estivesse proibida
de tocar no rádio e na tevê.
A fantástica
Anarchy In the U.K. abre o segundo CD na cabeceira de
um pot-pourri de várias canções. O Sex
Pistols não existe mais, mas sua influência pode ser
sentida tanto nos palcos, quanto na música e na moda.
Punk
is not dead
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