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Arte
brasileira
Djanira
Paula Alzugaray
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Reprodução
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| Festa
do Divino, de 1960 |
Eu
é que sou ingênua, não a minha pintura,
costumava dizer a pintora Djanira para os críticos que nos
anos 40 insistiam em rotulá-la de artista primitiva. A frase
é a idéia norteadora da exposição retrospectiva
do trabalho de Djanira (1914 1979), que está em cartaz
no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro.
As
60 obras produzidas entre
os anos 40 e 70 selecionadas pela curadora Ligia Canongia
mostram uma maneira de olhar afinada com o sistema de representação
dos artistas modernos. Superfícies chapadas, formas simplificadas,
cores puras
e o uso de elementos decorativos foram algumas das conquistas do
Modernismo frente ao rigor naturalista da pintura acadêmica
que vigorou
no Brasil até o começo do século.
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Foto:
reprodução
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| Auto-retrato,
de 1944: crônica da vida brasileira |
O
poder de síntese que movia Djanira é comparável
ao que levou o pintor Alfredo Volpi a destacar a forma da bandeirinha
do universo popular brasileiro e transportá-lo às
telas de cores chapadas. Jogos gráficos
sempre foram uma constante nas telas de Djanira. Aparecem tanto
na representação da velocidade dos brinquedos de um
parque de diversões, quanto na serenidade de um campo de
cataventos ou de uma fachada coberta de azulejos.
Obedecendo
a uma ordem temática e não cronológica
, a exposição delimita muito bem os campos de
ação e objetos de observação da artista
nascida em Avaré, no interior de São Paulo, mas carioca
do Morro de Santa Tereza por opção. Representava os
amigos em retratos e estendia-se nas paisagens religiosas e industriais.
Festas populares, cenas de trabalho no campo ou na fábrica
também não escapavam ao olhar desta cronista da vida
brasileira.
Jogos gráficos
Até
17 de setembro Centro Cultural Light
Av. Marechal Floriano, 168 Rio
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