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Ação
X-Men
Adaptação
dos quadrinhos americanos combate o preconceito
Alessandro
Gianinni
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Divulgação
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Patrick
Stewart no papel do professor Xavier: à frente dos X-Men no
combate ao crime
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Criados
na década de 60, os X-Men estão entre os super-heróis
americanos mais famosos e populares das histórias em quadrinhos.
Formado por seres mutantes com poderes quase sobrenaturais, o grupo
combate o mal
e o crime. Mas luta também contra dois outros grandes inimigos:
criaturas da mesma espécie que querem subjugar os humanos
normais e o preconceito destes últimos contra a raça
supostamente superior. Ao contrariar a tese de que as aventuras
dessa turma não teriam como ser adaptadas para o cinema,
Bryan Singer (Os Suspeitos) provou que tem espaço
mais do que garantido entre os diretores de primeira linha de Hollywood.
Em
meio a uma onda política para identificar e segregar os mutantes,
dois grupos se confrontam. Os X-Men, capitaneados pelo professor
Xavier (Patrick Stewart, Teoria da Conspiração),
e outro anônimo, chefiado pelo ressentido Magneto (Ian McKellen,
Ricardo III). Enquanto o primeiro combate a onda segregacionista
pelo diálogo, o segundo tem planos mais ambiciosos.
No
meio de tudo, estão Wolverine (o bom estreante Hugh Jackman)
e Vampira (Anna Paquin, O Piano), dois mutantes assustados
com os próprios poderes. Eles
serão o centro da disputa dos dois times.
Embora contenha altas doses do maniqueísmo mais elementar,
X-Men
tem ingredientes para agradar a todas as faixas, dos fãs
mais doentes aos completos ignorantes no assunto. Trata do rito
de passagem dos adolescentes com a mesma sutileza com que fala da
questão do racismo, sem esquecer daquilo que interessa aos
filmes desse gênero: a ação e o espetáculo.
Como
nos quadrinhos, a trama do filme é muito aberta. No papel,
esse componente tem como objetivo deixar o máximo de ganchos
para novas aventuras. No cinema, evidencia a intenção
de manter uma porta aberta às seqüelas o que
está evidente na trama.
Brincadeira
de criança ou não, X-Men é prova de
que se pode transformar um produto popular em algo interessante,
sem recorrer à pirotecnia. Desde
que se tenha uma produção de porte, um diretor criativo
e atores de qualidade.
Entretenimento
de qualidade
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