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Na idade da razão
Líder do grupo Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger não consome mais drogas, reza, preserva a vida em família e ouve Roberta Miranda

Vivianne Cohen

Leandro Pimentel
“O sucesso é um trem em alta velocidade com as janelas fechadas. Vivi muita coisa, mas não tinha tempo para absorver nada”, diz Humberto

Único remanescente da composição original da banda Engenheiros do Hawaii, o vocalista Humberto Gessinger, 36 anos, só conserva dos velhos tempos as longas madeixas loiras. Está mais racional e equilibrado. Há dez anos, o grupo lotava estádios e vendia quase 500 mil cópias por disco, entre eles O Papa é Pop. Agora, o polêmico Humberto, que brigou com Lulu Santos durante a produção de um disco e criticava o Legião Urbana, está sem munição.

Casado há 12 anos com a arquiteta Adriane e pai de Clara, de 7, hoje o músico se diz envergonhado dos desentendimentos com os demais integrantes do grupo. O mais sério foi com o guitarrista Augusto Licks, com quem disputou na Justiça o direito pelo uso da marca Engenheiros do Hawaii. “Deveria ter resolvido na conversa”, reavalia Humberto.

Com novos integrantes desde 1996, o grupo vende bem menos. Lançado este ano, o segundo disco dessa outra fase do Engenheiros do Hawaii, Mil Destinos, alcançou até agora a marca de 110 mil cópias. Odiado pela crítica no auge do sucesso, Humberto, que colecionou apelidos tais como “Oswaldo Montenegro do rock” e “Paquita”, hoje é bissexto na mídia. Apesar disso, diz ser mais feliz. “O sucesso é um trem em alta velocidade com janelas fechadas. Vivia muita coisa, mas não tinha tempo para absorver nada”, afirma.

Disciplinado, Humberto é fiel à sua rotina. Católico, reza antes das refeições e volta para casa, em Porto Alegre, regularmente, às terças e quintas, quando está em turnê. Nas horas vagas, joga tênis, esporte que precisou abandonar quando viajava com a banda, no fim dos anos 80. O líder da banda experimentou vários tipos de drogas, mas hoje só bebe um uísque de vez em quando. “No mundo pop, se cultiva a ilusão de que todo mundo é Peter Pan, tem e terá sempre 18 anos. Mas o tempo passa”, conforma-se.

Humberto amadureceu, mas continua crítico em relação às letras dos demais grupos de rock. “A minha geração se preocupava com o contexto político. A molecada hoje faz o gênero besteirol”, compara. Dono de uma coleção de dois mil CDs, tem hoje uma preferência inusitada para um roqueiro: adora Roberta Miranda. “As pessoas ficam espantadas, mas o disco dela é ótimo”.

 

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