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por Marcelo Zanini

Aloysio Biondi
Conhecido por seu tom crítico e combate ao neoliberalismo, um dos mais importantes jornalistas de Economia morreu aos 64 anos

Bio Barreira
Aloysio Biondi, 44 anos de jornalismo: “Uma sociedade avança pelo nível de informação que tem”

Crítico ferrenho do neoliberalismo, o jornalista Aloysio Biondi morreu na manhã da sexta-feira 21, em São Paulo, devido a um aneurisma da aorta abdominal. Ele havia sido internado no noite anterior no Hospital Beneficência Portuguesa com fortes dores no abdômen e foi submetido a uma cirurgia. Biondi foi um dos mais críticos jornalistas de economia do País. Nascido em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, costumava dizer que “uma sociedade avança pelo nível de informação que tem”. Seguiu o princípio em seus 44 anos de profissão, nos quais passou pelas mais importantes publicações do País, entre elas os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo e as revistas ISTOÉ e Veja. Uma de suas mais marcantes atuações foi na direção do Jornal do Commercio, na década de 70. Sem poder fazer críticas à política da época, percebeu que poderia driblar o crivo da ditadura se voltasse seu tom ácido para a economia política. Sempre manteve posição contrária à abertura econômica. Em 1999, publicou seu único livro, O Brasil Privatizado, no qual discorre sobre os efeitos negativos das privatizações. Nos últimos tempos, mantinha colunas nos jornais Diário Popular e Correio Braziliense, nas revistas Bundas, Caros Amigos e Educação, e no portal MyWeb. Era professor da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, em São Paulo. Deixa três filhos.

Claude Sautet,
um dos símbolos do cinema francês, morreu no sábado 22, de câncer de fígado, aos 76 anos.

Conhecido por retratar melhor do que ninguém a burguesia francesa dos anos 70, o diretor ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1980 por Uma História Simples. Em 1996, recebeu o Cesar como melhor diretor pelo filme Nelly e Mr. Arnaud. Em sua biografia constam 30 filmes, entre eles destaca-se As Coisas da Vida, de 1969, que o projetou ao sucesso.

Ahmad Chamlu,
um dos mais importantes poetas iranianos, morreu segunda-feira 24, aos 75 anos, de câncer e de diabetes.

Dramaturgo, jornalista, crítico e tradutor, foi eleito pela Associação dos Escritores do Irã o maior poeta contemporâneo do país. Considerado o pioneiro da abordagem política, Chamlu lutava pela liberdade de expressão. Atualmente, vivia recluso, dependente de ópio e dedicava-se exclusivamente à literatura. Preso várias vezes durante o regime repressor do xá Reza Pahlevi, foi exilado em 1977, indo morar nos Estados Unidos. Em 1991, depois de voltar ao Irã, ganhou o Prêmio Liberdade de Expressão. Entre seus trabalhos mais importantes estão Ibrahim nas Chamas e O Jardim dos Espelhos.

Carmen Martín Gaite,
uma das mais importantes escritoras da Espanha, morreu de câncer, no domingo 23, aos 74 anos.

Internada há três meses, teve a doença diagnosticada havia apenas seis semanas. Jornalista, escritora, poetisa e teatróloga, foi a primeira a receber o Prêmio Nacional de Literatura, em 1978, com o livro El Cuarto de Atrás, no qual retratou a situação da mulher durante a ditadura de Francisco Franco. Em 1994, ganhou novamente esse prêmio pelo conjunto da obra. Apesar de ser considerada uma mulher moderna, recusava-se a usar computador, carro ou fax.

 



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