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Televisão

O inferno astral de Faustão
Derrotas consecutivas na audiência, brigas com a produção, ressaca do divórcio e confusões com namoradas tumultuam a vida do apresentador do Domingão, que custa a encontrar o caminho de volta para o sucesso

Paula Quental

Foto: Kiko Cabral/Tratamento gráfico: Emerson Cação
Na guerra do ibope, Gugu bate Faustão há oito domingos

No programa de seus sonhos, o jornalista Fausto Silva, 50 anos, é um entrevistador cheio de bossa e inteligência, capaz de arrancar de seus entrevistados revelações íntimas e contundentes. Um Jô Soares mais jovem. No meio do ano passado, ele enviou à Rede Globo o projeto de um talk show, que comandaria na emissora a cabo Globonews. Seria a chance de mostrar ao público que o acompanha há mais de dez anos no Domingão do Faustão que, além de fazer boas piadas ao vivo, ele tem cultura para conquistar o sucesso com um programa intelectualizado. Os personagens de suas entrevistas não seriam apenas artistas, mas também cientistas e políticos. A vontade de mudar de imagem, no entanto, foi frustrada. Apesar da audiência de milhões de telespectadores, o que lhe confere o maior salário da televisão brasileira, de mais de R$ 1 milhão por mês, Faustão não conseguiu tirar seu sonho do papel, por falta de patrocinadores. Foi o início de um festival de frustrações.

Um ano depois, a sorte de Faustão só piorou. Ele vive um inferno astral. Está triste e com a vida tumultuada. Ainda se recupera do desgaste no divórcio com Magda Colares, de quem se separou há quatro meses depois de um casamento de dez anos. Fausto ficou com a mansão no bairro do Morumbi, em São Paulo, mas garantiu à ex-mulher e à filha, Lara, uma pensão mensal de R$ 150 mil. Como recém-separado, tem se saído um conquistador memorável e, de quebra, administra pequenas crises com namoradas. No programa, nunca esteve tão por baixo na guerra pela audiência dos domingos. São sucessivas as derrotas para Gugu Liberato, do SBT. Na bola de neve de problemas estão incluídas as brigas internas em sua equipe de produção, que culminou com a saída do diretor Alberto Luchetti e a entrada de Luiz Gleiser.

Até domingo 23, foram oito semanas seguidas de surras do Domingo Legal. São os piores resultados do programa em 11 anos. Quarto faturamento anual da Globo e contratado até 2003, o apresentador passa para alguns parceiros a impressão de desânimo com a fórmula tradicional do Domingão. Hoje, o que gostaria de fazer é voltar aos velhos tempos e comandar uma atração parecida com o Perdidos na Noite, programa de auditório que fazia na Bandeirantes. No último domingo, Gugu teve média de 28 pontos contra 21 do Domingão. O clima de inquietação se agravou com os rumores de que a Globo estaria sondando possíveis substitutos para o apresentador, como Raul Gil, da Record, ou o próprio Gugu. “Fiquei surpreso com a notícia e liguei na mesma hora para a Marlene Mattos para saber se eu seria convidado. Mas não passou de boato”, disse Raul Gil, vencedor constante de outra queda-de-braço da audiência, contra o Caldeirão do Huck, aos sábados.

As novas atrações do Domingão até agora só tiveram repercussão negativa no Ibope. Apesar da crise na audiência, a diretora-geral da Globo, Marluce Dias da Silva, segundo um integrante da equipe, ligou para Luiz Gleiser, e se disse satisfeita após assistir ao programa do dia 16. Dias depois, contudo, o Domingão foi acusado de fraude no quadro Lenha na Fogueira, por rejeitar um dos três casais inscritos e apresentar no lugar, um casal de figurantes de novelas da Globo. Foram eles que levaram o prêmio, um colar de R$ 5 mil. Dispensados, a telefonista Maria Fernanda Pereira e o auxiliar de escritório Sérgio Ricardo Barbosa, que são negros, acusaram a produção de discriminação racial.

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