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Polícia

Ela pilota o trânsito
A major Ana Cláudia Siciliano é a primeira mulher a comandar a Companhia Especial de Trânsito da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Luís Edmundo Araújo

Foto: Leandro Pimentel
“Nós, mulheres, somos mais perfeccionistas”, afirma a major

Por essa os machistas de plantão não esperavam. Desde o último dia 6 de julho, quem comanda a Companhia Especial de Trânsito da Polícia Militar do Rio é uma mulher: a major Ana Cláudia Siciliano, 36 anos. Ela lidera 190 policiais e coordena operações de fiscalização no centro da cidade. “Nós, mulheres, somos mais perfeccionistas”, diz.

Na infância, Ana Cláudia sonhava em ser médica. Chegou a passar no vestibular para medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas não seguiu os estudos. Decidiu participar do primeiro concurso da polícia para mulheres, em 1982, e ficou em terceiro lugar entre as 1.840 candidatas. Em 1996, tornou-se a primeira mulher no Estado do Rio promovida a major. Formada em Direito, nunca exerceu a profissão, mas não se arrepende. “Gosto do que faço”, diz a oficial, que costuma passar de 12 a 14 horas por dia no batalhão.

No currículo de Ana Cláudia há uma passagem como subcomandante na 7ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em 1996 e 1997. Nessa função, a major chegou a participar de um tiroteio durante uma operação em uma favela da área. “Nessa hora somos todos iguais, homens e mulheres.”

Solteira, a policial que dirige o próprio carro jamais ouviu qualquer gracinha machista no trânsito. “Nunca me mandaram pilotar um fogão”, brinca. Ana Cláudia sempre usa batom mas na hora da foto se recusa a posar com o apetrecho. “Vão prestar mais atenção no fato de eu ser mulher e esquecer meu lado profissional, de comandante”, diz.

 

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