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Reality Show

No Limite
Está no ar mais uma fábrica de celebridades instantâneas

Paula Alzugaray

Fotos: Reprodução TV
Muito esforço e pouca comida na rotina de No Limite excluem Hilca (embaixo) do jogo

A incrível atração do brasileiro pela desgraça alheia foi denunciada pelas lentes do cineasta Sérgio Bianchi no filme Cronicamente Inviável. Agora, o brasileiro tem a chance semanal de presenciar os conflitos, fracassos e vacilos de seus semelhantes em um jogo eletrônico que será decidido pela audiência. Trata-se do programa No Limite (Globo, domingo, 22h30), uma gincana “de sobrevivência”, em que duas equipes – ilhadas em uma praia deserta em condições inóspitas – testam suas resistências físicas e emocionais e confrontam seus valores e tutanos por um prêmio de R$ 300 mil. Tudo isso espionados por câmeras 24 horas por dia.

O voyeurismo não é mérito ou fraqueza exclusivamente de nosso povo. Big Brother, atração da rede CBS americana que confina um grupo dentro de uma casa, foi exportada para a Espanha, e Survivor (20 milhões de espectadores), inspirado em um reality show suíço, agora ganha esta adaptação brasileira.

Enquanto nos EUA, os primeiros desclassificados de Survivor saboreavam seus 15 minutos de fama na volta ao lar, No Limite estreava no Brasil com 12 participantes de diversas classes, idades, escolaridades e procedências. O programa, apresentado por Zeca Camargo, maneja com eficiência seus ingredientes: instiga a adrenalina durante gincanas, incita ao sentimentalismo ao mostrar momentos de solidariedade, provoca tensão ao flagrar a hesitação das pessoas diante do imprevisível. Acima de tudo, convida o telespectador a se identificar e a eleger um herói de carne e osso por quem torcer.

O participante torna-se uma espécie de gladiador da era da informação, escancarando para a audiência sua presença de espírito ou seus desvios de personalidade, como feridas a céu aberto. No primeiro episódio, domingo 23, essa arena teve como platéia 2 milhões de residências na Grande São Paulo (47 pontos no Ibope) – um recorde da emissora no horário.

Ao fim de cada jornada, os participantes se submetem a um julgamento da equipe (que elege um integrante a ser excluído do jogo). Apesar da exposição pública das fraquezas, no final de nove programas, todos sairão ganhando. Além do carro zero – que é o prêmio de consolação –, cada um, em maior ou menor intensidade, terá saciado seu desejo incontido de virar notícia.

Tempo de gladiadores

 

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