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Amor de mãe

Neuza Sanches

Foto: Divulgação
Vera Fischer e Carolina Dieckman

Rezam os manuais de psicologia que filhos de mães superprotetoras têm grande possibilidade de virar adultos inseguros. Manoel Carlos é
um caso representativo. A mãe do autor de Laços de Família foi daquelas que tira da própria boca para dar na boca do filho. Depois de crescido, ele resolveu expiar sua vivência de infância escrevendo novelas. Tornou-se, assim, o maior especialista em folhetins que tratam de mães que protegem seus filhos até onde a razão perde a lucidez. “Tudo que se escreve tem lances autobiográficos”, confessa Manoel Carlos à Gente. “Estou em todos, aos pedaços.”

Talvez seja esse o segredo do sucesso da novela das oito da Rede Globo. “Não é um truque. É uma habilidade, uma técnica para conquistar audiência”, garante o autor, que conseguiu feito ímpar. Laços de Família já bateu na casa dos 50 pontos de audiência. E mantém a média de 42.

O mesmo Ibope que Benedito Ruy Barbosa conseguiu com Terra Nostra. O criador de Giuliana e Matheo guarda o estigma do sucesso ao contar histórias sobre a paixão que transcende obstáculos. Manoel Carlos também
fala de amor. Mas o materno. “O amor materno é o único inquestionável.
O único em que acredito sem qualquer restrição”, diz. Helena, na pele de Vera Fischer, é hoje seu melhor exemplo. Está pronta a abrir mão de um amor – Edu (Reynaldo Gianecchini) – em favor da filha, Camila (Carolina Dieckman). O diálogo entre elas, na segunda-feira 17, escalou picos de 55 pontos de audiência. O autor ainda fará com que Helena engravide para dar a luz a um doador de medula para a filha que sofrerá de leucemia.

O feito foi originado em Por Amor (1998), em que Helena (Regina Duarte) trocou seu recém-nascido, vivo, pelo bebê morto de Eduarda (Gabriela Duarte), sua única filha. É com essa receita que os telespectadores não desgrudam os olhos da atual novela das oito. “Acredito até no amor de mãe que mata o filho para não vê-lo morrer de fome”, diz Manoel Carlos.

Preparem os lenços.

 

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