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Biografia

Jogos de Armar
Livro revela aptidão para armações e dissimulações do cineasta de Limite

Cristian Avello Cancino

Divulgação
Cena do filme Limite, de Mário Peixoto: obra fundamental

A personalidade de Mário Peixoto não dá brechas a certezas. Era um jovem de 22 anos quando, em 1930, realizou Limite, para muitos a obra fundadora do cinema brasileiro. Depois disso, nunca mais fez um filme. Não se sabe sequer se Peixoto nasceu no Rio de Janeiro ou na Bélgica. Eis o mote para o título da biografia do cineasta escrita pelo poeta Emil de Castro, amigo de Peixoto durante 20 anos: Jogos de Armar,
a Vida do Solitário Mário Peixoto (Lacerda Editores, 244 págs., R$ 28).

Deixando de lado artigos e revisões críticas, essa seria a primeira biografia publicada sobre Peixoto, um notório tímido, como ficou evidente quando teve seu romance autobiográfico O Inútil de Cada Um publicado, em 1934. Ele mandou queimar todos os exemplares no dia em que a obra chegou às livrarias.

Para narrar uma “vida tão tecida de aparências”, como escreve Castro, o autor se baseou em escritos do próprio cineasta, depoimentos de amigos e fotografias. Alternativa perigosa, mas coerente. Não faltam no livro descrições que evidenciam a disposição do cineasta em envolver-se em situações enganosas. Certa vez, descontente com o parco reconhecimento alcançado por Limite entre os críticos, Peixoto resolveu apresentar ao mundo um artigo sobre seu filme assinado por Serguei Eisenstein.
Na verdade, o próprio punho de Peixoto havia datilografado o artigo.

São jogos que revelam, ao menos, a insegurança do cineasta quanto à importância de Limite. E, claro, sua grande capacidade para a mentira, qualidade que deve ser encontrada nos melhores artistas, como dizia Fellini.

Peixoto morreu em 1992, no Rio, aos 84 anos, logo após ter pedido e tomado o “último café”. Deixou um rastro de enigmas que, agora, com o livro de Castro, vêm à tona. Já a tarefa de elucidá-los é outra história.

Aparências enganam

 

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