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Tudo pela imagem

Paula Azulgaray

Silvana Garzaro
Cari e Cuqui: o poder da imagem publicitária descontextualizada

Desde que realizaram juntas um curso de “copy-art”, há dez anos, as artistas espanholas Carmen Roig (apelidada de Cari) e Esperanza Casa (Cuqui), ambas de 33 anos, nunca mais pararam de recortar, colar, copiar, reciclar e colecionar imagens. A manipulação de símbolos da cultura de massa (de rótulos de embalagens a heróis dos quadrinhos) e o culto ao kitsch levou a um trabalho com referência na pop art. Esta semana, as duas integrantes do Equipo Limite estiveram em São Paulo para abrir uma exposição no Memorial da América Latina. De um passeio pelas lojas e camelôs da rua 25 de Março e do bairro japonês da Liberdade, Cuqui e Cari levaram sacolas cheias de brinquedos, santos e bugigangas que farão parte de seus próximos trabalhos.

Vocês são colecionadoras compulsivas de objetos?
Cuqui: Totalmente. Colecionamos de tudo. Qualquer tipo de souvenir, lata, embalagem de comida, brinquedo – sobretudo de plástico.
Cari: Tiramos daí toda a informação para nosso trabalho. Temos as casas invadidas de imagens e materiais.

Como descansam os olhos de tanta informação visual?
Cuqui: Vamos para o campo.
Cari: Mesmo no campo encontramos papeizinhos caídos no chão, cartazes.

Não há limite para o consumo de imagens?
Cari: Não. As imagens se multiplicam e sugerem coisas a todo momento.

Há muita influência da televisão?
Cuqui: Não nos dedicamos a ver televisão. Gostamos de imagens de livros e das ruas.

Vivem e trabalham juntas?
Cari: Cada uma tem sua casa. Tínhamos o estúdio juntas, mas há três anos nos separamos, decidimos mudar nosso sistema de trabalho.
Cuqui: Cada uma começa um quadro em seu estúdio e quando chega na metade, trocamos. Eu termino o de Cari e ela termina o meu. Assim é mais divertido, porque Cari me surpreende e eu a surpreendo.
Cari: É como um jogo. Estou em casa e de repente chega um quadro embalado. Abri-lo é tão excitante quanto abrir presentes em noite de Natal.

 

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