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Arte

Grupo CoBrA
As pinceladas vigorosas do grupo que idealizava a pintura de loucos e crianças

Cristian Avello Cancino

Reprodução
Mulher Bretã, de Asger Jorn

Paris, novembro de 1948. Do fundo de um café próximo à catedral de Notre Dame, um grupo de artistas de Copenhague, Bruxelas e Amsterdã, munido de ímpeto revolucionário e deslumbrado com pinturas criadas por crianças, anônimos e doentes mentais, proclamou o último movimento artístico de impacto deste século: o CoBrA. Com esse nome universal e curioso, que reúne as iniciais das três cidades às quais pertenciam seus artistas e evita os “ismos” tão comuns para designar correntes estéticas, o CoBrA devolveu à arte européia certa vitalidade turvada pelos anos de guerra e nazismo. Vitalidade que pode ser conferida na Pinacoteca do Estado, em São Paulo.

São 120 pinturas e esculturas de 22 artistas vindas do Museu CoBrA de Arte Moderna de Amstelveen, cidade próxima a Amsterdã, que proporcionam ao visitante uma noção bem mais contundente do movimento do que aquela oferecida pela 24ª Bienal de São Paulo, em 1998, quando foram apresentadas 18 obras do grupo.

Estão na mostra as palhetadas nervosas do holandês Karel Appel, os bichos fabulosos do dinamarquês Carl-Henning Pedersen e as pinturas performáticas do belga Pierre Alechinsky, para citar alguns dos principais expoentes do grupo, que se separou em 1951. Todos eles optaram pelo prazer estético, coisa aprendida com pinturas de crianças e loucos, criadas para a satisfação de desejos inconscientes. O resultado é uma arte exilada de qualquer escola estética.

Por isso, o CoBrA enfrentou o ceticismo da crítica logo na primeira grande mostra dedicada ao grupo. Foi no museu Stedelijk de Amsterdã, em 1949. O diretor da instituição foi chamado pelo prefeito da cidade para se “explicar” sobre as críticas violentas que a exposição recebeu. “O grito do CoBrA é o veículo de imagens vitais, desejo, natureza, vida. Uma linha que é antiformalista, em oposição à linha de uma régua ou um compasso. É um grito contra a matéria, na qual o formalismo escravizou o espírito”, escreveria mais tarde Corneille, co-fundador do grupo.

Infantilidade arrebatadora

Até 10 de setembro – Pinacoteca do Estado – Praça da Luz, 2 – São Paulo

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