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por Marcelo Zanini

Dona Neuma
Símbolo da Mangueira, a primeira-dama do samba carioca morreu aos 78 anos de insuficiência respiratória

Ivan Lee
Dona Neuma em 1999: criadora da ala infantil da Mangueira

Neuma Gonçalves Silva, mais conhecida como a Dona Neuma da Mangueira, estava internada desde a quinta-feira 6, na UTI do Hospital Salgado Filho, no Rio. Após sofrer dois derrames cerebrais, foi submetida a uma cirurgia para retirar um coágulo
no cérebro. Desde então, encontrava-se em coma e respirava por aparelhos. No sábado 15, começou a ter convulsões, que agravaram seu estado de saúde. Às 12h30 da segunda-feira 17, morreu de insuficiência cardíaca. Integrante da Velha Guarda da Mangueira, Dona Neuma foi apelidada de primeira-dama do samba quando Maria Thereza Goulart, viúva do presidente João Goulart, pediu para assistir a um ensaio da escola. Símbolo da verde-e-rosa, era uma das mais antigas integrantes da escola. Aos 6 anos, em 1928, assistiu ao nascimento da Estação Primeira.

Foi seu pai, Saturnino Gonçalves, ao lado dos sambistas Cartola e Carlos Cachaça, quem fundou a escola. Em quase oito décadas de vida, sua paixão pela Mangueira ia além dos preparativos para os desfiles. Ela se dedicava à comunidade do Morro da Mangueira e era considerada a precursora do trabalho assistencial na escola, ainda na década de 60. Desbocada, desenvolveu um método para ensinar crianças da comunidade a ler e escrever por meio de palavrões. Foi dela também a criação da primeira ala infantil que desfilou na escola. Um de seus derradeiros trabalhos foi a participação em um CD da Velha Guarda mangueirense gravado no ano passado. Um de seus últimos desejos foi realizado. Pouco antes de morrer, Dona Neuma avisou que não gostaria de ser velada na quadra da escola porque achava que o espaço está associado à alegria. O velório aconteceu no Memorial do Carmo, ao lado do cemitério São Francisco Xavier, no Caju, no Rio, onde foi enterrada na manhã de terça-feira 18. Deixa três filhas naturais, quatro netos, três bisnetos e mais de 15 filhos adotivos.

Mark Oliphant,
um dos criadores da primeira bomba atômica, morreu na sexta-feira 14, aos 98 anos.

Físico australiano, participou do projeto Manhattan, chefiando o grupo de cientistas ingleses que construíram a primeira bomba nuclear, em 1943. Dois anos depois, essas bombas foram usadas em ataques às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, matando mais de 200 mil pessoas. Depois desse episódio, Oliphant tornou-se militante pacifista, participando de campanhas contra armas de destruição.

Paulo Roberto Salles Rocha,
piloto do Rali dos Sertões, morreu no sábado 15, aos 41 anos, vítima de um traumatismo craniano enquanto disputava a quarta etapa do campeonato em Goiás.

O piloto cearense chocou seu carro contra uma carreta, que o levou à morte antes mesmo de chegar ao hospital. Seu parceiro, o navegador Wadson, não teve lesões graves. Em julho de 1999, seu irmão, José Salles Rocha, que também era piloto, foi vítima de um acidente com um jipe no Ceará durante um rali. Rocha foi o campeão do Rali dos Sertões no ano passado. Deixa três filhos.

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