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Rosane Collor de corpo e alma
Mais magra e elegante, ex-primeira-dama quer ficar grávida este ano, contar em livro seu romance com Fernando Collor e disputar um mandato político

Carlos Henrique Ramos

Piti Reali

Depois de desembarcar na cidade que, em 1989, deu ao marido o maior número de votos na eleição presidencial, Rosane Malta Collor de Mello garante que o casal chegou para nunca mais sair. Fernando Collor tenta alavancar sua candidatura à Prefeitura Municipal pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Mas a impessoalidade da decoração da mansão localizada em Cidade Jardim dá pistas do jogo político. Lá foram herdados os cinco empregados da antiga moradora. O casal Collor de Melo reside como quem mora num flat de luxo. Desembolsa R$ 20 mil por mês por um imóvel com cinco suítes, miniacademia e piscina com cascata. Desde a chegada do casal, em setembro de 1999, o casarão não recebe um toque pessoal dos novos moradores. Não há, além das roupas e alguns objetos de uso diário, nenhuma outra marca particular. Nem mesmo um porta-retrato.


Fernando Collor acredita que os 8 milhões de eleitores paulistanos poderão reconduzi-lo à rampa do Palácio do Planalto, garantindo-lhe, inicialmente, o Palácio das Indústrias. Rosane também ambiciona seu projeto político. “Ser vereadora ou deputada estadual não me interessa. Quero ser de deputada federal para cima. Quero coisa grande”, entusiasma-se. Por qual Estado? “Ainda não sei. Nem pensei nisso.”

Além de ser uma boa dona de casa, fiquei feliz ao conhecer uma administradora diligente e eficaz’’
Fernando Collor

Rosane está preparada para as cobranças políticas referentes a sua passagem pelo governo do marido. Diz-se injustiçada e que não cometeu irregularidades na direção da Legião Brasileira de Assistência (LBA). “Só fizeram estardalhaço, porque era a primeira-dama que estava ali. Nunca provaram nada”, justifica. Daquele tempo, restou a mágoa de ter sido tratada como criminosa e chefe de gangue. A Justiça brasileira, no entanto, faz questão de mantê-la sob fogo cruzado. Ainda pesa a acusação de compra superfaturada de leite pela LBA, órgão do qual foi presidente. Acusada de corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro em benefício próprio), foi condenada a 13 anos de prisão, em abril deste ano. A sentença foi anulada no mês seguinte. “Tem gente que mata e pega quatro anos de prisão. Eu, que nunca fiz nada, fui condenada a 13 anos. É um absurdo.”


Filha de uma família que ergueu sua trincheira política nas cidades de Canapi, Mata Grande e Inhapi, região incrustada no alto sertão alagoano, Rosane tem algumas certezas sobre suas pretensões políticas. Ela não retornará ao reduto familiar para iniciar a carreira. Em 1998, seu nome chegou a ser cogitado para concorrer ao governo estadual de Alagoas. O marido vetou. “Hoje sou eu quem decido meus passos, eu sou a prioridade na minha vida”, diz. Para ter certeza de seus projetos, procurou certa vez o psiquiatra americano Brian Weiss, o predileto de Xuxa e Madonna. Ele tem um consultório em Miami, nos Estados Unidos, local onde Collor e Rosane refugiaram-se por quatro anos. Weiss é reconhecido por fazer regressão a vidas passadas como forma de resolver os problemas presentes. A ex-primeira-dama participou de cinco sessões. No divã, descobriu o que já sabia em seu íntimo: o dom da liderança. Rosane Collor foi além. Soube que foi uma exímia dançarina e cantora em Paris, no século passado. E resolveu um de seus temores: cobra. “Era um trauma de infância. Não sinto mais aquela repugnância, até uso cinto e bota de pele desse bicho.”

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