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Rosane Collor de corpo e alma
Mais magra e elegante, ex-primeira-dama quer ficar grávida este ano, contar em livro seu romance com Fernando Collor e disputar um mandato político

Carlos Henrique Ramos

Piti Reali
Rosane Collor posa com um modelo Gai Mattiolo na sala principal de sua casa, em São Paulo

Os ponteiros do relógio indicavam pouco mais de 23 horas. Era uma abafada noite de primavera, em setembro do ano passado, na mansão erguida no bairro do Farol, em Maceió. O adiantado da hora e o silêncio, porém, só não calavam os pensamentos de Rosane Collor. Aquele dia havia sido especialmente contemplativo na rotina da ex-primeira-dama. Nenhum compromisso na agenda e todos os minutos reservados à reflexão. Ela não poderia adiar aquela conversa. Entrou na suíte do casal e lá estava o marido e ex-presidente da República. Testou o humor de Fernando Collor. E detectou que o caminho estava livre para prosseguir em sua missão. Iniciou o discurso dizendo-se a mulher mais feliz do mundo. Poderia ser exceção à regra, afinal, são 16 anos de casamento. E confidenciou a existência de um vazio. “Quero ficar grávida, quero ser mãe. Você está a fim de ter esse filho?” A resposta positiva deu-lhe forças para continuar a oratória, sem desviar-se do roteiro delineado em seus pensamentos.

E prosseguiu: “Se no futuro eu me tornar política, seja para concorrer a qualquer cargo, você ficará a meu lado?” Fernando Collor de Mello deparou-se com uma questão a que sempre fora radicalmente contra. Ele nunca admitiu tal hipótese. Mas desta vez não titubeou: “Se eu disser que não, acho que teremos problemas em nosso relacionamento. Então pode contar comigo”. Para Rosane, o futuro virá na ordem estabelecida neste diálogo. Primeiro o filho, que deve nascer no próximo ano, depois o projeto político. “Dentro de mim, achava que poderia me candidatar a algum cargo, mas nunca levei esse desejo adiante. O mais importante é que o Fernando estará a meu lado, caso decida encarar essa empreitada”, confessa à Gente.


Aos 35 anos, Rosane Collor mudou. Esculpiu sua silhueta com alimentação balanceada e muito suor por conta de duas horas diárias de malhação. Deixou para trás 14 quilos da época em que assumiu o posto de primeira-dama, aos 25 anos. Hoje seus 49 quilos estão perfeitamente distribuídos em 1,64m de altura. A franja e os cabelos louros, lisos e compridos, mudaram. Ela acentuou a tintura dourada em cada fio. Também os repicou. Por fim, trocou Miami por São Paulo.

Malhar me faz
falta. Eu durmo melhor, minha vida começa melhor
’’
Rosane Collor

No período em que transitava livremente pelo Palácio do Planalto, Rosane se vestia à moda Glorinha Pires Rebelo. A atenção da conselheira de moda era tanta que, em 1991, ela fretou um avião e voou do Rio para Brasília só para mostrar alguns dos modelitos na Casa da Dinda, residência oficial do casal. Os tailleurs pink, azul-bebê e estampados com flores cor-de-abóbora foram dizimados de seu closet. Estão lá os novos vestidos com decotes generosos e fendas avantajadas de Christian Dior, Gucci, Versace e Gai Mattiollo. As grifes nacionais também adornam seu figurino light como Le Lis Blanc, Guaraná Brasil, Fórum e Zoomp. “Hoje eu olho, gosto e compro”, diz. Na semana passada, não hesitou em aproveitar uma liqüidação da Daslu, a butique das endinheiradas da capital paulista. Diz que gastou R$ 500,00 em um par de sapatos e numa estola. “Foi uma bela compra”, garante.

Sob o olhares atentos da sociedade paulistana, Rosane surpreende. “Nas poucas vezes em que a encontrei, percebi que ela está no caminho certo, vestindo-se corretamente”, avalia Rosângela Lyra, diretora da Christian Dior no Brasil. “Ela dá de 100 a 0 naquela que foi a primeira-dama”, diz a socialite Helena Motim. “Se alguém disser que a Rosane está se vestindo mal, é dor de cotovelo”, afirma a amiga Beth Szafir. Nas suas andanças, ela passa o dia olhando vitrines, fuçando prateleiras de lojas em shoppings e observando como as mulheres desfilam nas ruas dos Jardins, em São Paulo.

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