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Omelete sem risco
O publicitário carioca Sérgio Vasconcellos cria o site ovoneles.com, onde os internautas podem atirar ovos em políticos sem responder a processos

Vivianne Cohen

Leandro Pimentel
“Era para ser apenas uma brincadeira”, diz Sérgio, o criador do ovoneles.com

Desde o início de junho, ficou mais fácil arremessar um ovo contra uma autoridade. O site www.ovoneles.com.br oferece essa oportunidade mesmo que o alvo seja o presidente da República. A pessoa não corre o risco de ser presa e responder a processo como no caso do estudante Edi Paraizo, que, em maio, acertou um ovo no ministro da Saúde, José Serra. A idéia partiu do publicitário carioca, Sérgio Vasconcellos, 45 anos, dono da agência Raven 10. Logo no primeiro dia Sérgio foi obrigado a tirar o site do ar porque o servidor não agüentou a demanda de ovotos, como são chamados os petardos digitais. “Não esperava todo esse sucesso. Era para ser apenas uma brincadeira”, diz o publicitário.

De todos os sites criados pela agência, entre eles o do jogador Romário, o Ovoneles é o que tem maior número de acessos. Até agora, já foram registrados mais de 150 mil ovotos, a partir de uma audiência média de dez mil internautas por dia. Entre as três mil pessoas na linha de tiro, o campeão é o presidente Fernando Henrique Cardoso, com 21 mil arremessos. “Depois de arrebatar o Ovoscar, quando atingiu mil ovotos, FHC ganhou também o Grande Ovo ao levar dez mil ovadas”, brinca Sérgio. Mas a pompa do cargo de presidente da República alterou os planos do publicitário. Ele desistiu da idéia inicial de entregar um ovo de mármore ao campeão da lista. “Achei melhor não desrespeitá-lo agora, mas quando ele chegar a um milhão, vou entregá-lo pessoalmente”, promete. Entre os artistas, a apresentadora Xuxa e o cantor Alexandre Pires, do grupo de pagode Só pra Contrariar, aparecem entre os dez mais atingidos.

A brincadeira de Sergio ainda não gerou lucro mas já provoca polêmica. Ele conta que recebeu telefonemas ameaçadores e que um dos campeões de ovotos, o comentarista esportivo gaúcho Hiltor Mombach, reclamou por se sentir mal acompanhado na lista. “Ele não queria ficar ao lado do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães”, diz. O publicitário, que começou sua carreira em 1984, ao lado de Nizan Guanaes, na Artplan, e participou da criação do projeto do Rock in Rio I, também já sentiu o gostinho do próprio veneno. O nome dele, que também consta da lista, já recebeu trinta ovotos na cara.

 

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