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Carreira

Mara Carvalho, fruto maduro
A atriz sai da sombra do marido Antônio Fagundes e mostra sua evolução profissional em roteiros para peças, filme e novela

Paula Quental

Silvia Garzaro
“O pique dela chega perto do meu”, diz Fagundes

Nascida e criada em Ourinhos, interior de São Paulo, Mara Carvalho teve uma infância feita de pé no chão e contato com bichos e plantas. Ela atribui a essa experiência o gosto pela simplicidade e também o hábito de falar de si comparando-se a animais. “Tomo café da manhã como cachorro, almoço como cavalo e janto como passarinho”, diz. Refere-se ao tamanho dos pratos e à granola matinal que lembra ração para cães. E é como uma leoa que Mara vem cavando espaço próprio na carreira, iniciada como atriz pelas mãos do marido, Antônio Fagundes, 50 anos. Há sete anos ela escreveu o primeiro texto teatral, Vida Privada, uma vez que não recebia nenhum convite para um bom papel. “Fui até aprender datilografia. Arrisquei. Deu certo e isso me injetou autoconfiança.” Hoje, pode-se dizer que saiu da sombra do marido. É atriz de duas peças em cartaz em São Paulo, da novela Marcas da Paixão, da Record, acaba de escrever um musical para teatro, um filme e ensaia os primeiros passos como autora de novela.

Já tem prontos 15 capítulos em parceria com Miriam Bevilacqua e acha que a Record se interessará pela trama, ambientada na zona rural. Fagundes, com quem Mara está casada há 12 anos e tem um filho de 11, Bruno, brinca com a hiperatividade da mulher: “O pique dela está chegando perto do meu, a diferença é que ela tem um humor extraordinário”. Mara rebate: “Ele nunca vai correr de 10 a 20 quilômetros diários como eu.” Ex-jogadora de basquete da seleção paulista na adolescência, ela mantém a prática da corrida e até disputa maratonas. Sempre vaidosa, não revela a idade: “Tenho entre 30 e 35 anos”. O casal se conheceu na porta do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, durante a temporada de Cyrano de Bergerac, estrelada por Fagundes na metade dos anos 80. “Ele me viu numa fila dupla tentando entrar e me puxou para dentro. Acho que se contagiou pelo romantismo do personagem”, conta.

Nessa época, Mara fazia faculdade de cinema, mas já sonhava em ser atriz. Fagundes a indicou para o diretor Ulysses Cruz e ela estreou no palco em Fragmentos de um Discurso Amoroso, em 1988, contracenando com o ator. Vieram participações em várias peças, como Pantaleão e as Visitadoras, Parsifal e Macbeth e a estréia na tevê, na Globo, em 1991, em O Dono do Mundo. Fez mais cinco novelas na emissora, sempre como coadjuvante. A mudança para a Record foi, segundo Mara, bem-vinda: “Posso ficar perto de casa, em São Paulo, sem alterar a rotina”. Isso também permitiu que ficasse em cartaz em duas peças, A História de Todos Nós, em que contracena com Oscar Magrini (seu companheiro em Marcas da Paixão), e Últimas Luas, ao lado do marido. Magrini, que também produz a peça e já acertou uma participação no filme de Mara, não economiza elogios à atriz: “Ela é esforçada, aberta a tudo, ótima colega e excelente profissional.” Na única semana de folga que teve das gravações da novela, Magrini conta que os dois ensaiaram e repassaram o texto da peça agora em cartaz.

O musical que ela acaba de pôr no papel e que contará com a direção de Fagundes chama-se O Banquete e discorre sobre os relacionamentos amorosos. Em Vida Privada, em que o casal (ela e Fagundes) lavava toda a roupa suja tendo como cenário um banheiro, Mara já mostrava o gosto de falar de sexo sem censura. O que contrasta com a maneira reservada como,
muito por influência do marido, trata sua vida particular. “O Fagundes não gosta e eu também não vejo sentido em expor assuntos íntimos”, diz.

Também na linha “sem censura” é o longa que acabou de escrever, composto por cinco episódios e batizado de Porra! Apesar de não ser um filme caro – cada episódio é orçado em R$ 150 mil – ela tem tido dificuldades para arrumar patrocinadores. “Já me disseram que é por causa do nome”, diverte-se Mara, que já escolheu para dirigir o filme a cineasta Léa Van Steen.

 

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