CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA

Televisão

Lindo e com carisma de bom moço
Sucesso entre as mulheres, Reynaldo Gianecchini multiplica seu cachê, diz que não se acha bonito e conta como é a convivência com Marília Gabriela

Rosângela Honor

Foto: André Durão
“Nada é perfeito no meu corpo. Tenho narigão e sou magrinho demais. Mas gosto do conjunto e sou feliz’’

Desde os sete anos, Reynaldo Gianecchini Junior sabia que seria ator. Na época, o filho caçula do casal de professores Reynaldo e Heloísa Gianecchini já arrastava uma turma de amigos para vê-lo nas peças que encenava no quintal de sua casa, em Birigui, no interior de São Paulo, a partir das histórias que mais gostava. Em Chapeuzinho Vermelho, ele se desdobrou para fazer o caçador e o lobo e ainda produziu cenários e figurinos com lençóis e toalhas garimpados no armário da mãe. Os amigos adoraram. O sonho de garoto começou a se realizar em dezembro, às vésperas do Natal, quando foi chamado pela direção de Laços de Família para um teste. Era um desafio. O candidato estrearia como protagonista do folhetim de Manoel Carlos. Giane, como chamam os amigos, desbancou 20 concorrentes e ganhou o papel de Edu, o médico da novela das oito.

Em sete meses, a vida do modelo deu uma guinada surpreendente. Está em todas as capas de revistas, seu telefone não pára de tocar com pedidos de entrevistas e convites para desfilar. Propostas de contratos para estrelar comerciais de tevê também não faltam. Nos próximos meses, seu rosto vai embalar a fantasia de muitas adolescentes em capas de fichários e cadernos. Mas, até janeiro, quando termina a novela, sua prioridade é fazer bem o papel do jovem médico disputado por mãe e filha, vividas por Vera Fischer e Carolina Dieckmann em Laços de Família. Os produtores teatrais também estão atentos. Ele já recebeu dois convites para atuar em peças, mas quer estudar tudo com calma. Por acreditar que o sucesso meteórico pode expor demais sua imagem, Gianecchini quer controlar os rumos da carreira.

Para ele, trabalho e prazer devem andar juntos. Há dois anos e meio, deixou uma bem-sucedida carreira de modelo internacional e voltou para o Brasil recusando cachês de US$ 5 a US$20 mil. Não estava satisfeito nas passarelas. “Comecei a ficar de bode porque não sentia mais prazer em ser modelo. Passei seis meses pirado”, lembra. Quando colocou os pés no Brasil já estava decidido a mudar de vida. Procurou a cineasta Fátima Toledo, especialista em preparar novos atores, e fez um curso de interpretação para cinema e televisão por um ano. Depois, resolveu estudar teatro. Procurou o Centro Oswald de Andrade, em São Paulo, e participou de uma seleção para atores de apoio do grupo Teatro de Vertigem. Ficou seis meses e foi indicado para um teste na companhia de José Celso Martinez Correa. Um ator do elenco da peça Cacilda! havia deixado o espetáculo e o diretor queria uma cara nova para o papel. No primeiro teste, Giane ficou seis horas sob o olhar atento de Martinez. “No final ele disse que eu tinha muita coisa para ser trabalhada e que me queria no elenco”, lembra ele, que fez o restante da temporada.

Como as economias estavam no final, voltou a trabalhar como modelo, mas não por muito tempo. Outro convite de José Celso o colocou de novo em cena. Dessa vez, para atuar na peça Boca de Ouro. “Ele apostou em mim”, diz Gianecchini. E foi seu desempenho na peça que chamou a atenção da produção de Laços de Família, que buscava um galã para a novela de Manoel Carlos. Sem que soubesse, teve seu desempenho avaliado pelo produtor global Luiz Antônio Rocha. Ele era perfeito para o papel, até porque a intenção do diretor Ricardo Waddington, e de Manoel Carlos era lançar um rosto totalmente desconhecido. “O Giane é maravilhoso, ele tem talento e vocação”, elogia Waddington.

Próxima >>

 

Leia Também

Chance ampliada

A dama de ferro de São Paulo

Lindo e com carisma de bom moço

A força brasileira no Grammy Latino

A dor de Hebe

O sonho de Jacaré

Mara Carvalho, fruto maduro

Um novo maníaco?

Omelete sem risco

Pelas mãos de Deus

Rosane Collor de corpo e alma

Família Senna encontra Victória

Um teatro no meio do caminho



| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três