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A dama de ferro de São Paulo
A coronel Laudinéa Pessan quebra um tabu de 169 anos ao ser nomeada a primeira comandante de área da Polícia Militar do Estado paulista

Cesar Guerrero

Silvana Garzaro
“Eu quero estabelecer uma forte relação entre a Polícia Militar e a comunidade”, diz a coronel

Jovem professora de primário em Dourado, no interior de São Paulo, Laudinéa Pessan de Oliveira, lia jornal numa manhã de 1975 quando viu o anúncio de um concurso para a admissão de mulheres na Polícia Militar. “Foi como um chamamento”, lembra. Passados 25 anos, ela não só atendeu ao chamado como alcançou a patente de coronel, a mais alta da corporação. É a primeira mulher, em 169 anos de existência da Polícia Militar, a assumir o comando de uma área que corresponde a um quinto da cidade de São Paulo.

Desde quarta-feira 12, a coronel Laudinéa é a manda-chuva do Comando de Policiamento de Área Metropolitana, responsável pela segurança dos habitantes de boa parte da zona sul de São Paulo, região que abrange bairros sofisticados como Ibirapuera e Moema e áreas carentes como a favela de Heliópolis. A mulher mais poderosa da polícia começou a ser chamada de dama de ferro nos corredores do quartel, dispõe de 2,5 mil soldados e oficiais sob seu comando e tem metas definidas. “Quero estabelecer uma forte relação entre a Polícia Militar e a comunidade da zona sul”, afirma.

Lidar com oficiais do sexo oposto não é problema para a comandante. A maior prova disso está dentro de casa. Laudinéa é casada há 21 anos com o capitão da PM Samuel Pizarro de Oliveira. Eles se conheceram durante uma ocorrência em 1978 e começaram a namorar dois meses depois. Na semana de adaptação ao novo posto a atuação da coronel restringiu-se a reuniões para conhecer os problemas de segurança da região. Mesmo assim, Laudinéa começa a imprimir sua marca.

Sobre a mesa de trabalho existem três arranjos de flores. Na parede, ao lado da galeria de ex-comandantes da unidade, repousa um quadro que retrata uma sapatilha de balé. Objetos de decoração incomuns no gabinete de seus antecessores. “Os policiais têm de encontrar um ambiente de trabalho agradável”, diz a comandante. “Dessa forma eles irão para a rua com menos estresse e poderão dar o melhor.”

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