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Policial

Dália Negra
Infância conturbada inspira romance de estréia de James Ellroy

Alessandro Giannini

 

Dália Negra (352 págs., R$ 30) é o romance de estréia de James Ellroy, um dos autores contemporâneos mais respeitados do gênero. Chega ao público em nova edição da Record, que tem planos de publicar toda a obra do escritor na sua Coleção Negra. A iniciativa da editora é conseqüência do enorme sucesso do filme Los Angeles – Cidade Proibida, lançado em 1998 e inspirado em um dos últimos livros de Ellroy. Mas faz justiça ao seu trabalho.

O livro foi escrito em 1987, com base em um crime clássico dos arquivos da polícia de Los Angeles. Em 1947, a jovem Elizabeth Short foi achada morta num terreno baldio. Estava nua, apresentava sinais de violência sexual e tinha o torso cortado ao meio.

Ellroy transformou o caso, jamais resolvido, em um intrigante romance envolvendo dois policiais e uma garota fatal – os triângulos são uma constante em suas tramas. Não tinha a intenção de ser fiel ao que registrou a crônica da época. Mas queria recriar o clima de uma cidade ao mesmo tempo mágica, romântica e perigosa.

Natural da Califórnia, Ellroy teve uma infância perturbadora. Abandonado pelo pai alcoólatra e pela mãe prostituta, cresceu tendo como referência a lei das ruas e subúrbios de Los Angeles. Chegou a dormir em caixas de papelão nos fundos dos supermercados.

Em 1958, sua mãe foi achada morta em um terreno baldio, com sinais de violência física e sexual. O crime nunca foi resolvido. O acontecimento lhe deixou traumas, que foram superados por meio da literatura e de uma obsessão pelo crime da Dália Negra.

Dez anos antes da morte da mãe de Ellroy, a crônica policial da cidade havia registrado a morte de Elizabeth Short. A semelhança entre os dois casos impressionou o escritor, que mergulhou nos arquivos policiais e estudou o assassinato nos mínimos detalhes. O livro, e o sucesso que obteve, serviram como remédio para seus fantasmas.

A segunda e definitiva dose viria com a reconstituição do crime da mãe, em Meus Lugares Escuros, publicado ano passado no Brasil.


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