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Arte

Esplendores de Espanha
Pela primeira vez fora do Museu do Prado, tesouros da monarquia espanhola chegam ao Rio

Ligia Canongia

Reprodução
El Greco: mistério e fervor do sentimento religioso

Em plena comemoração dos 500 Anos do Descobrimento, a mostra Esplendores de Espanha – de El Greco a Velázquez cruza os caminhos históricos entre a Espanha e o Brasil, revendo o período de incorporação de Portugal ao império colonial espanhol, de 1580 a 1640. Durante a União Ibérica, a época ficou conhecida como o Século de Ouro e coincide com o florescimento do Barroco em terra hispânica.

A exposição, em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (MNBA), reúne pinturas, livros, jóias, mapas e moedas, num total de 130 obras. Com curadoria de Carlos Martinez Shaw e Marina Alfonso Mola, da Universidade de Sevilha, a exposição tem uma abordagem essencialmente histórica, mas seu mérito é trazer pela primeira vez à América do Sul os tesouros da monarquia espanhola e um imenso painel da arte barroca, com obras que nunca haviam saído do Museu do Prado, em Madri.

El Greco e Velázquez são as grandes atrações, mas outros nomes importantes estão presentes, como Francisco Zurbarán, Jose de Ribera e Juan Pantoja de la Cruz. Através de retratos da Corte, temas religiosos e naturezas-mortas, a mostra revela o quanto o Barroco se insurgiu contra o equilíbrio e as proporções clássicas do Renascimento, impondo-se como um estilo libertário, expressivo e emocional.

Velázquez, favorito do rei Felipe IV, pintou a aristocracia com extraordinário naturalismo, retratando figuras horrendas como a da infanta Margarita. O importante, porém, é que com sua técnica de pinceladas rápidas conseguia captar a vivacidade das matérias e das expressões humanas. Velázquez percebeu que a realidade da pintura tinha leis próprias que deveriam “traí-lo”: bastava um emaranhado abstrato de cores para se ter a visão de uma gola de rendas. Não sem motivos, foi referência para a obra impressionista.

El Greco, artista cretense sediado em Toledo, é outro monstro sagrado da exposição. Com um conjunto de oito telas, El Greco afirma o quanto se distanciou dos padrões estéticos de seu tempo, mantendo-se, até hoje, um artista singular na história universal. Expressão fervorosa do sentimento religioso, sua pintura é pura luz. Uma luz que banha a superfície da tela, que cria o mistério e a aura dos seres divinos, em verdadeiro êxtase metafísico.

O Prado no centro do Rio

Até 24 de setembro – MNBA – Av. Rio Branco, 199 – Rio de Janeiro

 

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