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Robert Rodat

Alessandro Giannini

Roteirista de filmes para televisão e cinema, o primeiro grande sucesso deste americano de 47 anos foi O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg. Em O Patriota, Rodat volta ao tema da guerra. Só que desta vez lida com um herói americano nos tempos da luta contra os ingleses pela independência.

Para fazer o roteiro de O Patriota, você teve que lidar com fatos e personagens históricos. Tratou-os da mesma maneira como quando escreveu O Resgate do Soldado Ryan?
Em Ryan, os personagens eram anônimos envoltos na História. Em O Patriota, o personagem de Benjamin Martin é uma composição de vários heróis americanos, mais especificamente Thomas Sumter, Andrew Pickens e Francis Marion - todos da Carolina do Sul. Outros elementos foram tirados de outros protagonistas dessa fase.

Algumas revistas americanas disseram que houve mudanças radicais em personagens e fatos históricos apenas para acomodar melhor algumas opções dramáticas. Isso é verdade?
Por ser uma composição de figuras históricas, o personagem de Mel Gibson nunca existiu. Por exemplo, Francis Marion, que é um dos heróis em que Benjamin Martin foi baseado, tinha um sobrinho chamado Gabriel. A certa altura, Marion era uma das principais inspirações para o filme. Mas o verdadeiro Marion não tinha filhos. Então, eu peguei o sobrinho dele e o transformei no primogênito de Martin. Existe uma tendência na mídia americana de julgar os filmes históricos pelo critério da História. Isso é problemático. Se olharmos para trás, as grande obras de ficção histórica também lançaram mão de lincenças para se acomodar dramaticamente. Elas são diferentes do que aconteceu na História. A ficção histórica é uma janela. Vamos deixar que as pessoas vejam através dela e se interessem pela verdadeira História.

Até que ponto houve interferência de Mel Gibson no seu trabalho?
Ele realmente interferiu. Em primeiro lugar, ele entendeu a idéia central de ser um pai batalhando com as reponsabilidades contraditórias de ser provedor e um homem de princípios. Você tem que prover e defender ideais, mas em alguns casos não pode fazer os dois ao mesmo tempo. Ele entendeu isso e nos ajudou profundamente. E também tem uma noção muito clara dos dilemas morais e religiosos por que passa esse personagem.

Você pretende dirigir um filme?
Um dia, talvez. Tenho filmes pequenos agora e não dá tempo de me dedicar completamente a essa função. Pode ser que o faça quando meus filhos crescerem.

Você está trabalhando em outros projetos?
Sim. Estou escrevendo um drama. Nesse, inguém morre, não há batalhas campais. É um filme ambientado no mercado de ações. Fala sobre uma crise do mercado de ações no futuro. Não em 2001 ou 2002, mas em um futuro distante. Está quase pronto.

 

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