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por Marcelo Zanini

Otto Nóbrega
Campeão pelo Brasil em 1959, o ex-jogador de basquete morreu no sábado 15, aos 68 anos

CBB
Nóbrega na homenagem aos 40 anos do título mundial conquistado em 1959: reconhecimento

Considerado um dos grandes nomes do basquete brasileiro, Otto Carlos Phol da Nóbrega começou a jogar aos 23 anos, na equipe do Fluminense, do Rio de Janeiro. O sucesso no time carioca rendeu-lhe uma vaga na seleção brasileira, onde conquistou a medalha de bronze no sul-americano de 1955. Vendido para o rival Flamengo, sagrou-se campeão estadual pelo clube da Gávea em 1958. Paulistano, acabou voltando a São Paulo para defender as cores do Clube Paulistano. Em 1959, convocado novamente para a seleção, fez parte da equipe que arrebatou o Mundial do Chile, entrando para a história do esporte no País.

Depois de se aposentar das quadras, na década de 60, assumiu o cargo de diretor do Paulistano, que declarava ser seu clube do coração. Até morrer, o ex-jogador não perdeu os vínculos com o clube paulista e, nos últimos tempos, ocupava a vaga de vice-presidente. Em 1999, em comemoração aos 40 anos do título mundial, a Confederação Brasileira de Basquetebol organizou uma homenagem aos campeões do Mundial do Chile. Nóbrega foi um dos que mais se emocionou durante o evento. De acordo com os médicos que cuidaram do ex-jogador, ele foi vítima de insuficiência respiratória. Foi enterrado em São Paulo.
Deixa a mulher Nan e os filhos Cinthia, Débora e Guilherme.

Raimundo Teixeira Mendes,
preso político da ditadura e um dos fundadores do PT, morreu no domingo 9, vítima de câncer, aos 54 anos.

Nascido em Colinas, no Maranhão, Mendes mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 60. Formou-se advogado em 1969 e participou das principais lutas estudantis contra a ditadura. Em 1970, depois de participar da formação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR), foi preso e torturado pelo DOI-Codi, onde testemunhou a morte do amigo jornalista Mário Alves. Libertado depois de dois anos, dedicou-se à carreira de advogado. No final da década de 70, voltou à cena política, como um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi vice-presidente da Executiva Regional do PT no Rio. Deixa mulher e dois filhos. Foi enterrado no cemitério do Caju, no Rio.

Pedro Mir,
poeta da República Dominicana, considerado porta-voz do sofrimento de seu país, morreu na terça-feira 11, aos 87 anos, vítima de enfisema pulmonar.

Filho de um mecânico cubano, Mir nasceu em San Pedro de Macoris em 1913. O retrato social que o cercou acabou sendo fundamental no desenvolvimento de sua poesia, recheada de críticas sociais. Depois de passar quase uma década em Cuba e na extinta União Soviética, Mir voltou ao seu país em 1962 para fundar uma espécie de comunidade intelectual socialista. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Nacional de História Dominicana, em 1975. Em 1982, foi eleito poeta nacional e, em 1993, recebeu a condecoração máxima de sua carreira, o Prêmio Nacional de Literatura.

James Hill,
barítono americano ganhador do Grammy de 1997, morreu na sexta-feira 7, aos 83 anos.

Fundador do grupo vocal Fairfield Four, Hill começou a cantar profissionalmente em 1940. Natural de Nashville (EUA), seu conjunto logo ficou conhecido pelas interpretações sem instrumento, utilizando apenas as vozes nas composições do gênero gospel. Desde 1980, quando o grupo fez a última apresentação, Hill e os parceiros passaram a acompanhar grandes nomes da música, como Johnny Cash e Elvis Costello. Em 1997 voltaram a gravar. O álbum “I couldn’t hear nobody pray” conquistou o Grammy na categoria de melhor grupo de gospel soul. A causa da morte não foi divulgada.

 



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