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A Marisa Monte que o público não vê
Uma das maiores cantoras do País, ela planeja com obsessão por detalhes a carreira de 4 milhões de discos vendidos e não gosta de se expor para manter rotina de anônima

Luís Edmundo Araújo e Rosângela Honor

Ag. RBS
Preservar a privacidade é um de seus artifícios para levar uma vida normal: “Ela quer ter o prazer de ir na padaria da esquina sem ser reconhecida”, diz um amigo.

No início dos anos 80, uma das alunas do Colégio Andrews, no Rio de Janeiro, ouvia sempre a mesma previsão do porteiro da escola, Paulo José dos Santos. Paulinho, como é conhecido até hoje entre os estudantes, dizia que ela seria a “maior cantora do mundo”. Interessada em estudar teatro e virar atriz, Marisa Monte desdenhava. Ria com o comentário sempre que passava pela portaria da escola que freqüentou até completar o ensino médio.

Hoje, é o porteiro quem ri. A adolescente que soltou a voz no musical Rock Horror Show, em 1982, encenado no colégio sob a direção do também ex-aluno Miguel Falabella, se transformou numa das maiores intérpretes do País. Lançado há dois meses, o quinto disco da cantora de 33 anos, Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, já vendeu 550 mil cópias. No total, Marisa está prestes a atingir a marca de quatro milhões de discos vendidos desde MM, o primeiro, lançado em 1988. Somente Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão, o terceiro disco, vendeu 1.050.000 cópias. O site da cantora recebe uma média de 200 mil visitantes por mês e é a página de personalidade recordista do UOL. Quando encerrar sua temporada no Rio, dia 23, Marisa terá sido assistida por 80 mil pessoas um mês e meio depois da estréia da turnê, em Curitiba.

Junto com o sucesso, Marisa Monte cultivou a fama de artista reservada, que não fala sobre sua vida pessoal, e só dá entrevistas em época de lançamento ou turnê. Recentemente, a cantora aceitou ser entrevistada por uma revista feminina, sob a condição de ser ela mesma a autora das perguntas e das fotos. “Ela leva uma vida reclusa, fazendo música. Nunca está superexposta”, diz o jornalista e produtor Nelson Motta, um dos responsáveis pelo lançamento de Marisa.

O cunhado e produtor dos clipes da cantora, Lula Buarque, endossa as palavras de Nelson. “Ela busca o equilíbrio entre as vidas pública e privada”, afirma Lula, sócio da Conspiração Filmes e marido de Letícia, uma das três irmãs da artista. Procurada por Gente, ela não quis dar entrevista. Preservar a vida privada é um dos artifícios que a cantora usa para tentar levar uma vida normal, apesar dos milhares de fãs. Dessa forma, ela consegue freqüentar os sebos da Rua Sete de Setembro, no Centro do Rio de Janeiro, pesquisar discos raros na loja Modern Sound, em Copacabana, ou em galerias de CDs usados de São Paulo, e ir a feiras livres no Rio. “Ela quer ter o prazer de ir na padaria da esquina sem ser reconhecida”, diz um amigo. Viajar durante as férias também é raro. A cantora e compositora costuma argumentar que já viaja muito durante as turnês. Quando não está se apresentando, prefere ficar em seu apartamento na Gávea, zona sul carioca. “É raro vê-la em boates”, conta Nelson Motta.

A busca pela perfeição é outra característica de Marisa. Nada escapa do controle obsessivo da cantora, que participa diretamente da produção de tudo o que se refere à carreira, desde os shows até videoclipes e especiais para a televisão. No caso de Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, a cantora foi além. Decidiu ela mesma se fotografar para a capa e o encarte do disco, com uma câmera digital. “Ela só termina um ensaio quando está completamente satisfeita com o resultado”, conta Kacau Gomes, 23 anos, que foi backing vocal da banda de Marisa durante três anos e meio. A rigidez da cantora contrasta com a maneira dócil de se relacionar com a equipe. Mesmo ensaiando seis horas por dia, ela não perde o bom humor. “Nunca a vi alterar o tom da voz”, completa Kacau.

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