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Política

O discreto poder de Marco Maciel
De volta às novelas, Tássia Camargo ainda não compreende a morte da filha de dois anos, em 1996, mas diz que venceu os piores momentos e é feliz

Cláudia Carneiro

Felipe Barra
Nas 61 internidadees, somente por duas vezes o vice deixou seu gabinete no subsolo do Palácio do Planalto para freqüentar o andar do gabinete do presidente Fernando Henrique.

Vaga no STF – Marco Maciel é advogado e professor licenciado da Universidade Católica de Pernambuco, seu Estado natal. Mas sua paixão e vocação tiveram o mesmo destino. “Marco trabalha o dobro dos outros. E com política”, diz o senador José Jorge (PFL-PE). Maciel começou a carreira como líder estudantil. Elegeu-se deputado estadual, deputado federal duas vezes, foi nomeado governador, e ganhou outras duas eleições para o Senado. Foi presidente da Câmara dos Deputados de 1977 a 1979 e afastou-se do regime militar para ajudar a eleger Tancredo Neves presidente da República. Durante o governo José Sarney, Maciel foi ministro da Educação e chefe do Gabinete Civil da Presidência. Não era o vice dos sonhos de Fernando Henrique Cardoso – chegou lá depois da renúncia do anterior, Guilherme Palmeira. Mas lhe serviu como uma luva desde a primeira eleição em 1994. Por reconhecimento, o presidente pode, ao final do mandato, reservar-lhe uma surpresa discretamente articulada por alguns dos mais íntimos aliados do vice. Se não concorrer ao Senado em 2002, Maciel pode ter à disposição uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal.

Na rotina do Palácio do Jaburu, residência oficial, Maciel costuma parar de atender a telefonemas um pouco antes da meia-noite. Passa então a se dedicar a leituras e à confecção de discursos. Tem a fama – verdadeira – de que dorme pouco. Mas não se trata de um insone. “Durmo bem, mas não preciso de muitas horas seguidas”, diz. Para dormir bem, evita passar noites fora de Brasília. Quando tem compromissos em outros Estados, viaja e volta no mesmo dia. Gosta de tirar breves cochilos no avião.

O CACHIMBO DO VICE – Maciel come tanto quanto dorme e sua figura esguia, com 58 quilos em 1,85m de altura, poderia parecer frágil se não fosse austera. Ex-aluno de colégio jesuíta, ele hesita em tirar o terno e a gravata até mesmo para ir a Porto de Galinhas (PE). Evita a beira-mar e não anda descalço na areia. Ali, ele freqüenta os restaurantes e casas de amigos. Cultiva há décadas o hobby de colecionar selos e é especializado na filatelia brasileira. Chova ou faça sol, vai à missa todos os finais de semana e faz leitura religiosa diariamente. Certa vez supreendeu a família. Numa viagem aos Estados Unidos perdeu parte do dia para comprar todos os quesitos necessários para se transformar num adepto genuíno do cachimbo. “Quando chegamos no Brasil, ele fumou uma vez e nunca mais”, conta a mulher Anna Maria Maciel, 59, com quem é casado há 33 anos e tem três filhos. “Acho que ele descobriu que seria uma enorme perda de tempo.” É por causa deste estilo, discreto porém objetivo, que, ao final da gestão FHC, Marco Maciel terá mandado no País por quase um ano – e muito pouca gente haverá de perceber.

 

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