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Carreira
É
hora de brilhar
Ex-assistente de Angélica, Giovanna Antonelli festeja seu sucesso
em Laços de Família, depois de casar-se em Las Vegas com o filho
de Rubem Medina
Viviane
Rosalem
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Leandro
Pimentel
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Com
Simba, seu “filhão”: Giovanna morou por um ano e meio na casa
do sogro deputado federal antes do casamento oficial há quatro
meses
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Quando
foi escolhida para ser uma das Angelicats, assistentes de palco
no programa da apresentadora Angélica, na TV Manchete, Giovanna
Antonelli, então com 14 anos, acreditava que isso serviria de passagem
para a tão sonhada carreira de atriz que pretendia seguir desde
criança. A adolescente tratou de se familiarizar com as câmeras
e se matriculou na Oficina de Atores da Globo. Mas sua estréia na
televisão aconteceu quatro anos depois, em 1994, quando ela ganhou
um pequeno papel em Tropicaliente, da TV Globo. “Aquela estréia
foi tudo para mim”, lembra.
Aos
24 anos, Giovanna saboreia o sucesso profissional. Além de arrancar
elogios do público e do diretor Bruno Barreto no filme Bossa
Nova – no qual estreou no cinema como a atrapalhada estagiária
Sharon –, a atriz tem conquistado o telespectador em Laços de
Família, novela na qual interpreta uma garota de programa. Os
aplausos chegam depois de a atriz percorrer um caminho que inclui
destaques nas novelas Corpo Dourado e Força de um Desejo,
da Globo.
O convite
para atuar na trama das oito veio do diretor Ricardo Waddington,
quem a dirigiu em Malhação. De início, Giovanna faria o papel
que hoje pertence à atriz Vanessa Mesquita. “Um mês antes da estréia,
ele trocaram e me deram a Capitu, que eu estou amando fazer”, conta.
Unhas e cílios postiços, esmaltes escuros, roupas extravagantes
e várias camisinhas na bolsa fazem parte do kit de gravação da atriz,
que chegou a conversar com garotas de programa da zona sul do Rio
para dar mais realismo ao personagem. Durante uma semana a atriz
entrevistou seis delas, que se prostituem por motivos diversos:
algumas por prazer, outras para pagar a faculdade ou ajudar no sustento
da família. “Tinha uma outra visão sobre elas”, diz. “Fiquei surpresa
ao saber que muitas falam até duas línguas.”
Casada
há quatro meses com o publicitário Ricardo Medina, 27 anos, Giovanna
também tem se dedicado ao papel de dona-de-casa desde que se mudou
para o atual apartamento, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Ela não gosta de cozinhar, de limpar e nem leva muito jeito para
administrar a casa. “Mas sou esforçada”, garante a atriz. “Na cozinha,
ela é minha auxiliar porque não sabe cozinhar bem”, entrega o marido.
Suas especialidades são fondue de queijo e doces de chocolate, ele
diz. Enquanto engatinha como mestre-cuca, Giovanna cuida da horta
em sua varanda. Lá ela cultiva alface, tomilho, manjericão e orégano.
“Adoro plantas e independentemente da hora que chego em casa, dou
atenção a elas”, afirma.
Por
achar “careta” casar na igreja e fazer festa de casamento, a atriz
decidiu oficializar sua união com Ricardo há quatro meses, em Las
Vegas, onde passou 12 dias em lua-de-mel. Antes, porém, viveu a
experiência de morar com o marido, durante um ano e meio, na casa
do sogro, o deputado federal Rubem Medina. “Foi ótimo porque aprendemos
a conviver diariamente”, afirma.
Os
dois se conheceram há 10 anos, através de amigos em comum. Namoraram
durante três meses, mas tornaram-se amigos. Só em dezembro de 1997,
eles retomaram o namoro depois de se encontrarem na boate Rock in
Rio Café, do tio de Ricardo, o empresário Roberto Medina. Até então,
a atriz morava com a mãe, a bailarina Suely Antonelli, separada
de seu pai, Ailto Antonelli, professor de canto. “Ele sempre soube
que eu só sairia de casa para casar”, conta Giovanna.
Embora
considere a mãe uma grande amiga, a atriz se rebelava quando, na
adolescência, era proibida de sair à noite e tinha que chegar cedo.
“Minha mãe era muito rígida”, conta. Por conta do temperamento de
Suely, Giovanna começou a fumar escondido da mãe aos 13 anos. A
atriz escondia os maços debaixo da banca de jornal próximo ao seu
antigo apartamento, no Leme. Quando a mãe a flagrou fumando, não
só colocou Giovanna de castigo como ameaçou a menina de ter que
engolir um maço de cigarro, caso voltasse a fumar. “Hoje minha mãe
ri dessas histórias”, diz. Mas é na mãe que ela pretende se espelhar
para educar os filhos que planeja ter daqui há quatro anos. Por
enquanto, ela exerce seu lado maternal com Simba, o labrador de
um ano e meio. “É o meu filhão”, brinca.
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