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Música

A vida é no gogó
Adriano Ricky junta dinheiro como camelô, banca a gravação do próprio CD e vende cópias para artistas como Caetano Veloso

Cesar Guerrero

Piti Reali
“Eu sou cara- de-pau”, diz o cantor Adriano Ricky. A capa do CD (abaixo)

“Eu vou cantar uma música. Se desafinar, o senhor não paga o chocolate.” Esse desafio, lançado a qualquer freguês que se aproximasse, foi o atalho que o camelô Adriano Ricardo da Silva, 23 anos, encontrou para concretizar um sonho: ser cantor. Algumas pessoas compravam a guloseima para evitar a cantoria. Outras chegavam a humilhá-lo e xingá-lo. Foi assim que o morador da Cohab de Carapicuíba, periferia paulistana, juntou R$ 3 mil. O dinheiro o transformou em Adriano Ricky. Gravou, em 1998, o CD com seis canções. Nascido em Jequié, na Bahia, o artista já vendeu quatro mil cópias nas ruas de São Paulo – R$ 10,00 cada. “Eu corro atrás da minha carreira, sou bastante cara-de-pau”, admite.

Adriano Ricky corre literalmente atrás da carreira, desde que chegou em São Paulo, aos 9 anos. Naquela época, pediu para a mãe comprar uma caixa de isopor. Queria vender sorvete. Hoje, em vez de chocolates, vende sua obra em bares e restaurantes da capital paulista, trajando um macacão com 15 bolsos, onde os CDs são acondicionados. A maior parte de sua clientela foi conquistada no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Atualmente, proibido pela Infraero, não bota mais os pés lá. Mas foi naquele saguão que conheceu artistas e vendeu CD até para Caetano Veloso. “Ele me incentivou. Me falou assim: ‘Continua batalhando que você chega lá’”, relembra. Adriano Rick seguiu à risca os conselhos do compositor baiano. Um segundo CD já começa a ser idealizado. Só falta um patrocínio. Mas ele não desiste. “Vou continuar brigando, tenho certeza que meu talento será reconhecido.”

 

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