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por Gustavo Maia

Wilson Simonal de Castro
O cantor, que caiu no ostracismo ao ser acusado de informante da ditadura, morreu aos 62 anos

Prensa Três
Simonal, nos anos 70, foi criador do “Patropi”

Vítima de uma disfunção hepática crônica – degeneração das funções do fígado – o cantor Wilson Simonal passou o mês de junho internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Morreu na manhã do domingo 25. Acusado de ser informante da ditadura nos anos 70, o cantor viu seu sucesso definhar e viveu mais de duas décadas no ostracismo. O episódio que tirou Simonal das paradas aconteceu em 1971. Enganado pelo contador Rafael Viviani, ele recorreu a amigos policiais para dar-lhe uma “lição”. A história ganhou as manchetes e ele passou a ser chamado de “amigo de milico”.

Em 1974, Simonal foi condenado por cumplicidade na agressão ao contador. Na sentença, foi declarado informante do Dops, um dos órgãos de repressão política. Ficou 12 dias na prisão. Em 1991, o cantor conseguiu um habeas data da Presidência da República, provando que o episódio de 1971 não o ligava aos órgãos de repressão. Carioca, começou a cantar no final da década de 50. Em 1961, fez suas primeiras apresentações no Beco das Garrafas, cantando bossa nova. Naquele ano, lançou Balanço Zona Sul. No disco A Nova Dimensão do Samba (1962), o cantor já cultivava o apelido de Rei do Suingue.

Inovador por fundir samba com ritmos americanos, encantou o público e, em 1966, assumiu o comando do programa Show em Si Monal, na TV Record, no qual emplacou os sucessos “Meu Limão Meu Limoeiro” e “Lobo Bobo”. Com a adaptação de “País Tropical”, de Jorge Ben, criou a expressão “Patropi”, que se tornou uma forma de referência ao Brasil. O último de seus 39 discos, Brasil, saiu em 1994. Deixa os filhos Wilson Simoninha, Max de Castro e Patrícia de Castro.

João Paulo Burnier,
oficial da Aeronáutica, morreu na terça-feira 13, aos 80 anos, mas a família só divulgou a informação uma semana depois.

Considerado linha dura entre os militares, Burnier participou da revolta de Aragarças, que tentou derrubar o presidente Juscelino Kubitschek em 1959. Depois do papel determinante que teve no golpe militar de 1964, foi acusado de mentor de um esquema terrorista em 1968. Burnier teria tramado a explosão do gasômetro do Rio. O intuito era atribuir a culpa do atentado à oposição, possibilitando a prisão e morte de 40 membros da esquerda. O plano só não deu certo, porque o capitão Sérgio de Carvalho recusou-se a participar e denunciou a trama.

Nancy Marchand,
atriz que interpretava a personagem Lívia, no seriado Família Soprano, morreu aos 71 anos, de câncer de pulmão, no domingo 25.

Nancy atuava desde os anos 40. De 1978 a 1982, a atriz passou por seu melhor momento, ao ganhar quatro prêmios Emmy pelo papel no seriado Lou Grant. Em janeiro passado, ganhou o Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante pela série Família Soprano.

Carol Quintanilha
João Peitudo, filho de Lampião e Maria Bonita

João Ferreira da Silva,
o João Peitudo, filho de Virgulino Ferreira, o Lampião, morreu na segunda-feira 26, aos 62 anos.

João Ferreira nasceu em 1938. Quando tinha 42 dias, foi deixado por Lampião e Maria Bonita na casa de Aurora da Conceição, na região do Cariri (CE). Para identificar o filho quando voltasse da batalha, Lampião furou as duas orelhas de João com um punhal. O cangaceiro nunca voltou e João sofreu com a desconfiança sobre sua história até os 56 anos. Em 1994, por um exame de DNA, realizado nos EUA, foi provada a paternidade do líder do cangaço. Deixa cinco filhos.



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