CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA

Televisão

Laços de família
Dirigida pelo marido na novela das oito, Helena Ranaldi diz que não separa a vida profissional da pessoal e conta como salvou o casamento depois que seu filho nasceu

Viviane Rosalem

Kiko Cabral
Com Waddington: “Talvez até seja mais exigente por ela ser minha mulher”

Ela o achava antipático. Aceitou seu convite para participar da novela Olho no Olho, em 1993, na Globo, mas torcia o nariz ao pensar como seria o convívio com o diretor Ricardo Waddington
naqueles oito meses de gravação. Nem poderia supor que ele viria a ser seu marido e pai de seu único filho, Pedro. Helena Ranaldi, 34 anos, só descobriu que estava apaixonada por Waddington quando passou a se arrumar mais para ir trabalhar. Passados sete anos, a atriz continua encontrando o diretor nos estúdios. Hoje, ele a dirige na novela Laços de Família, novela na qual interpreta uma veterinária.

A atriz prefere a sinceridade na hora de comentar sua relação com
o marido nos sets. Helena não consegue separar sua vida pessoal da profissional nas filmagens. “Temos intimidade e não dá para fingir que sou apenas uma atriz sendo dirigida por ele”, diz. As brincadeiras em cena e nos intervalos, o tom irônico com que Helena responde às provocações do diretor e a liberdade para falar do que discorda comprovam a cumplicidade do casal. Waddington, 39 anos, assegura que não tem constrangimentos diante de seus próprios laços de família. “Talvez eu até seja mais exigente por ela ser minha mulher”, diz. Disso, o ator Humberto Martins, que fez par romântico com a atriz em Quatro por Quatro, em 1994, não tem dúvidas. “Às vezes, ele nos pedia para repetirmos cenas de beijo por causa de um simples detalhe técnico”, lembra.

No trabalho, ela já está acostumada com as piadinhas dos colegas que, volta e meia, a chamam de primeira-dama. Mesmo quando percebe uma pontinha de inveja em alguns comentários, não dá importância. “Ela fica na dela”, comenta Martins. Sua postura não a impede, porém, de fazer reivindicações. Na sexta-feira 16, durante a gravação de Laços de Família no Haras Pégasus, em Vargem Grande, zona oeste do Rio, ela foi prontamente atendida quando questionou o motivo pelo qual não montaria na égua Bruna, de sua preferência. A produção escolhera outro cavalo para a cena. “Como ela pediu, trocamos os cavalos”, contou um produtor da novela.

Se hoje o casamento vai bem, no ano passado passou por uma crise. Helena supõe que o motivo tenha sido Pedro, hoje com 2 anos. “O filho mexeu com a relação conjugal”, revela. A atriz superou as dificuldades com a ajuda de sessões de análise a que se submete há quatro anos. “Quando um casal quer, sabe preservar seu casamento”, ensina. Hoje, os desentendimentos estão superados. “O Ricardo é um parque de diversões para o Pedro”, diz Helena. Ela conta que o marido nunca assumiu tarefas como ministrar remédios, trocar fraldas, dar banho, botar para dormir ou chamar a atenção do filho. “Sou mais frouxo”, admite o diretor, também pai de Isadora, 15 anos, filha do primeiro casamento. De vez em quando, Pedro acompanha a mãe nos sets. Mas se diverte mesmo ao vê-la na tevê. “Ele olha para a tela e começa a rir”, orgulha-se.

Desde pequena, Helena já queria ser atriz. Diante do espelho do seu quarto ou do banheiro, na casa onde morava, em São Paulo, interpretava os personagens que via na tevê ou lia nos livros da escola. Seu figurino era composto pelas roupas da mãe, a dona-de-casa Helena Ranaldi, de quem herdou o mesmo nome. Para montar corretamente em Laços de Família, a atriz não teve dificuldade. Na infância, aprendeu a andar a cavalo em seu sítio em Itu. Fã de esportes, acabou optando pelo curso de educação física. Mas, aos 23 anos, antes de concluir a faculdade, ingressou na companhia teatral de Antunes Filho. Na época, decidiu morar sozinha. Para se manter, fez comerciais de televisão, nos quais vendia refrigerantes, sabonetes e cigarro.

Helena estreou na tevê em 1991, na novela Ana Raio e Zé Trovão, na extinta TV Manchete. Um ano depois, foi convidada pelo diretor Paulo Ubiratan para participar de Despedida de Solteiro, na Globo. Em 1996, ela dividiu a bancada do Fantástico com o jornalista Pedro Bial. Na ocasião, a emissora decidira testar a combinação entre jornalista e ator na apresentação do programa. “Gostei da experiência, mas não pretendo voltar a ser apresentadora”, diz. Seu contrato com a Globo vai até 2004.

Leia Também

Na cola dos heróis olímpicos

Um baiano brigador

As lições da professora

Laços de família

As marcas de Renato Rocha

Vange abraça a causa gay

A rival de Gisele Bündchen

“O Ronaldo foi a pior coisa da minha vida”

Feitiço no arraial

O marketing da número 1

Guerreiro da Amazônia

Luciana e o bebê de US$ 35 mil

Mãe dos pobres

As marcas de Renato Rocha

O toque que machuca



| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três