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Festa Junina

Feitiço no arraial
Joana Prado faz 24 anos dançando forró com famosos na maior festa de São João do Brasil

Marcelo Zanini e Silvana Garzaro (fotos), de Campina Grande (PB)

Feiticeira e Otaviano: passos de forró no camarote

Na quinta-feira 22, Joana Prado, a Feiticeira, comemorou seus 24 anos bem longe de casa. Precisamente a 2.767 quilômetros de São Paulo. Foi em Campina Grande, na Paraíba, durante uma das maiores e mais tradicionais festas de São João do Nordeste, que acontece na cidade há 17 anos. “Só daqui a uma semana vou receber os parabéns da minha família”, choramingava. Não foi uma grande festa típica com fogueira, quentão ou quadrilha, como acontecia nas ruas da cidade paraibana. Joana teve primeiro uma festa fechada com a produção do O+ (que fez dez programas direto da Paraíba) no Teatro Municipal Severino Cabral.

Durante cinco dias, o assédio a Joana foi tanto que só saía do hotel para gravar ou ir à academia fazer uma hora de ginástica e uma hora de bronzeamento artificial. Por isso, a segunda festa foi ainda mais restrita. Comemorou na casa do prefeito da cidade, Cássio Cunha Lima, que teve como convidado de honra Gugu Liberato. Mas durou pouco. Os convidados naquela mesma noite foram ver o show de Gilberto Gil. O apresentador do SBT que foi ao São João a convite de Cunha Lima também tratava de negócios. “Quero investir no Nordeste, na área hoteleira”, adiantou. Ficou dois dias e chegou a circular disfarçado entre as cerca de 50 mil pessoas aglomeradas nos 42 mil metros quadrados do Parque do Povo, a área que abrigava a festa. “Saí de boné e óculos e ninguém me reconheceu”, comemorou Gugu, que pôde ser visto sem disfarces no camarote.

Foi com cara de poucos amigos e apenas para cumprir agenda, que o cantor Gilberto Gil fez sua estréia no São João de Campina. Não foi a nenhuma das festas da Feiticeira e tampouco compareceu à pré-estréia no Cine Babilônia do filme Eu Tu Eles, do qual assina a trilha sonora. Cercado por seguranças próprios, chegou, fez o show e foi-se embora. Nem viu a aniversariante da noite dançando forró com Otaviano Costa. Além deles, o DJ Théo Werneck e as assistentes de palco do O+, Thaís e Fabiana, se divertiram até de madrugada.

Concorridos mesmo, foram os shows da sexta-feira 23. O primeiro foi de Renato Borghetti. O gaúcho fez questão de participar pela quarta vez da festança. Para isso, saiu direto do aeroporto com mala e tudo para o arraial. “Vim de uma apresentação em Viena, na Áustria, e não daria tempo de parar antes no hotel”, justificou. Aos turistas de primeira viagem, o gaúcho Borghetti mostrou que também é bom de forró ao tocar seu acordeão de oito baixos – por ele chamado de gaita, pelos paraibanos, de fole. “Só estamos geograficamente longe”, disse ele, que mesclou, entre outras, a música nordestina “Asa Branca” com a sulista “Prenda Minha”.

Autêntica representante da cultura local, Elba Ramalho foi o ponto alto da noite. Paraibana de Conceição, foi em Campina Grande que passou a infância e a adolescência. Com um vestido do estilista Lino Villaventura, a cantora ficou no palco mais de duas horas, terminando depois das quatro. Mas não sem antes dividir com os conterrâneos os 13 anos de Luã, seu filho com o ator Maurício Mattar. Luã é campinense. O Parabéns a Você foi em cima do palco e cantado em coro pelos 50 mil presentes. O dia 23 de junho é sagrado para Elba. “Há treze anos, subi nesse mesmo palco com meu barrigão de grávida e, dois dias depois, Luã nasceu. Por isso, sempre venho nesse dia”, disse.

Quem, timidamente, fez sucesso nos bastidores foi Gaetano, marido e produtor de Elba. Sem saber tocar nenhum instrumento, resolveu arranhar um triângulo. “Gostaria muito de saber tocar”, afirmou Gaetano, que faz 24 anos na quinta-feira 29. Entre os shows de Elba e Borghetti, o também paraibano, mas de Brejo da Cruz, Zé Ramalho fez sua apresentação. Repetindo a performance distante de Gil, ele não fez firula. Zé chegou, cantou e sumiu. Mesmo assim arrancou suspiros de seu fiel público com “Vida de Gado”.

São João não é Santo Antônio, mas que ele deu uma forcinha a Tânia Alves não há como negar. Tânia, que freqüenta a festa há cinco anos, chegou na quarta-feira 21 para gravar o O+ e, menos de 48 horas depois, não estava mais sozinha. Seu acompanhante era o empresário campinense Samuel Diniz. “Incorporei o clima romântico da festa”, contou. Sem ser reconhecido, o empresário Olacyr de Moraes pôde dançar forró juntinho da modelo Julieta Amaral no meio do grande público.

Quem chegou anônima e saiu famosa foi Luciana Medeiros, 28 anos. Para ela, a noite de São João, no sábado 24, teve um gostinho a mais. Auxiliar administrativa da cidade de Salgadinho, ela é fã do cantor Fagner e conseguiu ficar alguns minutos ao lado do ídolo. Ela viajou cinco horas até chegar em Campina e conseguiu entrar no camarim para entregar uma carta de 80,25 metros com 341 frases “Eu te amo”. “Ele é a oitava maravilha do mundo. Esta foi a melhor oportunidade da minha vida”, dizia aos prantos a fã, que suava frio. A festa de São João em Campina Grande, que consumiu R$ 2,3 milhões, termina no dia 2 de julho.

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