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Doping

Na cola dos heróis olímpicos
O médico Eduardo De Rose, que já foi ameaçado de morte por Fidel Castro, analisará em Sydney amostras de urina de 2000 atletas

Vivianne Cohen

Hélio Motta
“Meu sonho sempre foi ser médico do Brasil em uma Olimpíada”, diz De Rose, que fez o primeiro antidoping no futebol brasileiro

Em 1999, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, o exame antidoping do cubano Javier Sotomayor, medalha de ouro no salto em altura, acusou o uso de cocaína. O médico brasileiro Eduardo De Rose, 57 anos, que presidia a comissão médica, cassou a medalha do atleta e teve dores de cabeça. “Recebi ameaças de morte do Fidel Castro”, conta. “Depois da cassação, pessoas da delegação cubana disseram que o Fidel mandou eu me cuidar, senão teria problemas.” Mas De Rose não se intimidou. Nos Jogos Olímpicos de Sydney, a partir de setembro, ele chefiará a equipe responsável pela coleta de duas mil amostras de urina dos atletas de 30 modalidades esportivas. “A tarefa não me agrada. Fico triste quando tenho que excluir algum atleta das Olimpíadas”, conta.

Desde 1992, De Rose é coordenador dessa área nas Olimpíadas. Também é o primeiro presidente da Agência de Antidoping Mundial, que reúne as 115 Federações Nacionais de Controle do Doping dos Comitês Olímpicos, que não nasceu na Europa. Há 25 anos, é membro do Comitê Olímpico Brasileiro. A saga de De Rose começou em 1968, quando especializou-se em Medicina Esportiva. Foi dele a iniciativa de realizar, em 1971, o primeiro exame antidoping no futebol brasileiro, em um jogo entre o Grêmio e Internacional, em Porto Alegre.

O prestígio internacional viria 12 anos mais tarde, quando o médico brasileiro detectou 19 casos de doping nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, na Venezuela. Em 1988, ele foi o responsável pela decisão de banir o canadense Ben Johnson, recordista nos 100 m rasos, nas Olimpíadas de Seul, em 1988, por uso de esteróides anabolizantes. Ser uma das maiores autoridades no tema tem seu preço. De Rose passa apenas uma semana por mês em casa, em Porto Alegre, com a mulher, Regina, 55 anos, e os filhos César, 30, Christiane, 27, e Eduardo, 22. “Mas eles me acompanham quando podem”, diz o médico. Desde 1992, os filhos trabalham como voluntários nos Jogos e podem torcer de perto pelo Brasil. Ao contrário de De Rose. “Meu sonho sempre foi ser médico do Brasil em uma Olimpíada”, admite.

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