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Polêmica

“O Ronaldo foi a pior coisa da minha vida”
A modelo Dalize Lima sai do anonimato e recebe convite para posar nua em revista masculina depois de declarar que teve relação sexual com Ronaldinho

Cesar Guerrero

Silvana Garzaro
“O Ronaldo deveria tomar um atitude de homem e vir a público para se defender”,
diz a modelo

Dalize Lima de Melo cresceu desejando a fama. Esse despertar deu-se aos 6 anos, quando descobriu certo fascínio pelo espelho. Diante dele, passava horas dançando e imitando as poses de modelos. Naquela época, planejava ser artista para aparecer na televisão. Já como adolescente, em Porto Alegre, participou de concursos de beleza e trabalhou como recepcionista em feiras e eventos. Também recebia cachês para dançar em casas noturnas. Acreditava cada vez mais que o sucesso rondava seu destino. E queria mais.

Ano passado, chegou à conclusão de que a capital gaúcha ficou pequena para seus sonhos. Arrumou as malas e rumou para São Paulo, onde tentaria ganhar a vida como modelo. Quase um ano depois de seu desembarque em terras paulistas, ela conseguiu o que planejava: chegou à televisão e virou manchete dos jornais por causa de uma suposta noite de amor com o jogador de futebol Ronaldo, o craque da Internazionale de Milão, marido de Milene Domingues, e pai de Ronald, um bebê que completa 3 meses em 6 de julho.

“Não foi da maneira como eu queria”, afirma a modelo Dalize, 20 anos. “O Ronaldo deveria tomar uma atitude de homem e vir a público para se defender. Não é porque ele é um ídolo mundial que tudo tem de cair em cima de mim. Ele foi a pior coisa que aconteceu na minha vida”, diz a gaúcha. Em nenhum momento, no entanto, Dalize desmentiu o decantado romance relâmpago com o atacante. “Isso é um assunto particular e que só diz respeito a mim. Não falo sobre isso, não interessa a ninguém.” Procurado por Gente, o jogador não se manifestou.

A trama rocambolesca aconteceu na cidade de Nazaré das Farinhas, a 60 quilômetros de Salvador, na Bahia. Dalize teria sido convidada pelo jogador corintiano Vampeta, de quem se diz “amiga pessoal”, para recepcionar os convidados na reinauguração de seu cinema. Entre eles, o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) e Ronaldo. Ao lado de duas amigas, viajou para a cidade baiana na noite da quarta-feira 14, onde ficou hospedada na Pousada da Fonte. Embarcou sem saber quanto ganharia pelo trabalho, mas com todas as despesas pagas. O encontro amoroso com Ronaldo, teria ocorrido na quinta-feira 15, na suíte da casa de Vampeta. De lembrança, ela ganhou uma camisa autografada do atleta e uma fotografia.

Reprodução
A foto de Dalize ao lado de Ronaldo na
casa de Vampeta: o craque não fala sobre o assunto

Uma semana depois, na edição de quinta-feira 22, o jornal Notícias Populares, de São Paulo, estampou a seguinte machete, ao lado de uma foto de Dalize: “Eu transei com o Ronaldo na quinta-feira”. A partir dessa reportagem, iniciou-se uma batalha de desmentidos. “Nunca dei essa declaração e muito do que está escrito lá é mentira. Pode até ser que tenha dito algumas palavras na hora da empolgação, mas o jornal aproveitou-se da situação”, declarou a modelo, que contratou o advogado Itagiba Alfredo Francez para defender seus direitos. O jornalista Fernando Costa Netto, 40, editor-chefe do diário paulistano, rebate as críticas. “Temos a entrevista gravada em uma fita com aproximadamente uma hora de duração”, garante. “Ela nos procurou, trouxe a camisa autografada e a foto com o Ronaldo”, completou.

Desde que esse episódio tornou-se público, Dalize encarcerou-se no apartamento onde mora, no bairro de Moema. Dali, só sai para o escritório de advocacia, no centro da cidade, sempre acompanhada de amigos. Como não tem carro, depende de carona para se locomover. Confessa que está sem dormir e sem se alimentar direito nos últimos dias. “Não vejo a hora de acabar esse pesadelo.” A celeuma, porém, já aguçou o interesse de algumas revistas masculinas. Segundo ela, já existem convites para um ensaio fotográfico. “Por enquanto não quero saber disso, para não parecer oportunista. Quero vencer pelo que eu sou e não por causa do Ronaldo”, acredita.

Filha de uma típica família de classe média – a mãe Odete é dona de casa e o pai Reus é vendedor autônomo –, Dalize, que sempre estudou em escola pública e não chegou à universidade, não tem nenhum trabalho para apresentar no currículo de modelo. Mas revela que sobrevive do dinheiro que arrecada da profissão, cumprindo jornadas em feiras e exposições. Para manter o apartamento em Moema e seus gastos com roupas de grife, conta com o auxílio da tia Maria, irmã da mãe, que mora em Passo Fundo (RS). “Minha tia não tem filhos e sou sua única herdeira. Ela tem muito dinheiro e sempre me ajuda”, afirma a modelo.

 

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