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Xororó

O pai da nova namoradinha do Brasil
Com 30 anos de carreira, o cantor sabe que hoje é mais conhecido como o pai da dupla Sandy & Junior, orgulha-se de a filha ser musa e não acredita que ela se casará virgem porque seu enlace deve demorar

Alessandra Nalio

Pitti Reali
“Não dou camisinhas para o Juninho porque não uso, só tenho minha mulher. Ele pega com os seguranças. Sempre sabe onde conseguir”

Durval Lima, 42 anos, o Xororó, é a primeira voz de uma das duplas sertanejas mais famosas do País. Chitãozinho e Xororó completam este ano 30 anos de carreira. Hoje, ele é mais do que um cantor de sucesso. Xororó produz os discos e cuida pessoalmente da carreira dos filhos, a dupla Sandy e Junior, que superaram o sucesso do pai e do tio. Nascido em Astorga, no interior do Paraná, começou sua carreira aos 12 anos, cantando em circos com o irmão. O pai, o caminhoneiro Mário de Lima, foi seu descobridor. Atento ao talento do pequeno Durval e do irmão mais velho, José, Mário foi quem os levou ao programa do apresentador Geraldo Meireles na Rádio Record. Anos depois, o pai descobridor foi Xororó. Sem nada planejar, como costuma dizer, transformou os filhos na dupla de maior sucesso no País. E nos últimos tempos, também é o pai zeloso da mais nova musa brasileira.

Como se sente na posição do pai da nova namoradinha do Brasil?
Ser pai já é uma dádiva e ter filhos como os meus é até difícil descrever. De repente a Sandy começou a aparecer nas pesquisas como umas das mulheres mais belas do mundo, coisa que ela nunca buscou. Hoje é uma das meninas mais paqueradas e os homens já começam a vê-la de outra forma. Ela virou uma musa. Mas para mim ela vai ser sempre uma menina. Tenho um orgulho muito grande. Há pais que falam comigo e com a Noely e dizem que ela é um modelo para seus filhos. Nunca buscamos isso e nem fizemos marketing, é natural. Isso é difícil para eles e se tornou um fardo. Porque a vida particular deles é muito invadida.

Se a Sandy dissesse: ‘Pai, estou a fim de transar com meu namorado’. O que você diria?
Minha mulher casou virgem, conversamos e achamos que seria legal. Namoramos dois anos e meio e só transamos depois do casamento. A Sandy sempre teve isso dentro da cabeça dela. Mas não sei se isso vai acontecer porque acho que ela não vai se casar tão cedo. Então, quando chegar o momento certo ela vai saber e vai nos contar. E vamos apoiá-la.

E você não vai ficar com ciúme?
Vou ficar mordido, assim como fiquei com o primeiro namorado. Mas hoje, é outra realidade, as coisas mudaram e tenho outra cabeça.

Sandy declarou que nunca saiu sozinha com o namorado. É uma recomendação sua?
Eles nunca saem sozinhos porque estão sempre com seguranças. Não para vigiá-los, mas pela violência.

Ela está sempre com o Junior.
O Juninho e a Sandy gostam das mesmas coisas, então, saem juntos. Por enquanto é assim, não sei como será daqui a um ou dois anos. Nunca dissemos a eles que só sairiam se fossem juntos. Nunca forçamos isso. No nosso aniversário de casamento não conseguimos sair sozinhos. Sempre levamos os dois, é um hábito nosso.

Você tem medo de gravidez na adolescência?
Sempre disse ao Junior que ele não pode desrespeitar uma menina de família, aproveitando do seu sucesso. Já fui homem de levantar da cama quando uma garota quis transar comigo e era virgem. Sabia que ela só estava ali porque eu era artista, que não gostava de mim como homem. Isso aconteceu duas vezes. Para a Sandy digo que, se isso acontecer, vai ser ruim para a carreira dela. Ela teria que interrompê-la por um período. É claro que gravidez não é uma doença. Eu adoraria ser avô, eu e minha mulher somos apaixonados por criança. Fiz vasectomia há muitos anos e sempre quisemos ter outro filho.

Como é o sogro Xororó?
Logo no começo do namoro deles, o Paulinho (Vilhena) passou uns dias com a gente na fazenda. Pescamos, andamos de jet-ski, fazíamos roda de viola à noite e o Paulinho gostava de cantar forró. Ele conheceu um Xororó superdescontraído e quando estou com eles, procuro falar a língua deles.

Você os deixava a sós na fazenda?
Eles passeavam, sim. Mas eu não preciso fazer nenhum tipo de cobrança porque a Sandy e o Juninho já me conhecem. Sabem que eu sou enérgico e gosto de respeito. Eles nunca faltaram com respeito. Eu nunca vi nenhum beijo do Juninho e nem da Sandy em um namorado.

Toda donzela tem um pai que é uma fera. É o seu caso?
Não. Mas sou uma pessoa séria. Se um dia eu achar que houve algum problema, vou conversar.

Você não teme ficar mais conhecido como o pai de Sandy e Junior do que como Xororó?
Isso já acontece há muito tempo. Imagine como traz orgulho para um pai saber que os filhos vendem mais discos e fazem mais sucesso que ele. Falo isso de peito aberto e com satisfação. Sei também que eu e minha esposa compartilhamos de grande parte desse sucesso. Isso é uma vitória nossa também.

Que resumo faz de seus 30 anos de carreira?
Os dez primeiros anos foram de luta. Me lembro que quando moleques, fomos marginalizados por cantar música sertaneja. Nossos colegas diziam que rock era melhor. Por isso, éramos sempre os últimos a entrar no time de futebol. Só em 1982, quando gravamos “Fio de Cabelo” e vendemos mais de 1,5 milhão de cópias, vencemos o preconceito. As portas das FMs e dos programas de televisão se abriram.

Vocês são precursores do estilo sertanejo/romântico. Hoje, como é competir com tantas duplas?
Temos 30 anos de carreira e há vinte somos sucesso. Por mais que outras duplas vendam discos, entraram na história da música sertaneja depois que nós abrimos as portas. Sempre procuramos conservar o estilo autêntico da música sertaneja, apesar de termos introduzido a guitarra, a bateria eletrônica e o sintetizador. Mas se continuássemos a fazer só músicas de raiz, perderíamos espaço e, talvez, não estaríamos mais cantando. É uma exigência de mercado.

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