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O mapa da MPB da tevê para o disco

fotos: prensa três
Adoniran Barbosa

Mapear a música de um país que tem mais de 400 ritmos estimados é trabalho para louco. Para sorte da memória cultural nacional, o Brasil tem seus heróis nessa empreitada.

O primeiro foi Mário de Andrade, que nos anos 30 esboçou em discos um primeiro mapeamento da música rural. Entre 1973 e 1976, a gravadora Marcus Pereira lançou quatro LPs, um para cada região do Brasil: Nordeste, Centro-Oeste/Sudeste, Norte e Sul.

Entre as décadas de 70 e 80, foi a Funarte que realizou 65 gravações rastreando o Brasil rural e urbano, que o Instituto Itaú Cultural tratou de relançar em CDs a partir dos anos 90.

No ano 2000, dois grandes lançamentos vêm contribuir para a complementação dos projetos anteriores. Música do Brasil e A Música Brasileira deste Século por Seus Autores e Intérpretes chegam com farto material de pesquisa. Curiosamente, ambos são originários da tevê. Música do Brasil, resultado de pesquisa feita pelo antropólogo Hermano Vianna, reúne quatro CDs com o conteúdo documental apresentado na MTV em série de 15 programas, no primeiro semestre. Música Brasileira deste Século... é fruto de gravações do programa Ensaio – apresentado nos intervalos entre 1969 e 1975 e de 1989 até hoje – nas tevês Tupi e Cultura. Os dois produtos se complementam. O primeiro se concentra no Brasil rural e o segundo centra fogo na música dos centros urbanos. (Ramiro Zwetsch)

Música do Brasil

Divulgação

São 108 gravações de manifestações folclóricas do norte ao sul do Brasil. Entre tantas preciosidades, é complicadíssimo destacar um ou outro grupo. A maior contribuição da coleção é reunir músicos que nunca gravaram profissionalmente. A beleza, diversidade e criatividade de artistas restritos ao reconhecimento regional, chega agora aos ouvidos de brasileiros de todas as partes, e tem tudo para deixar também os gringos de queixo caído. Aqueles que investem na música eletrônica, por exemplo, encontrarão um oásis de batidas acústicas que pode ajudar muito a música tecno a ficar menos repetitiva. A gravação em estúdio móvel – liderado pelo produtor Beto Villares – é impecável e permite ao ouvinte distinguir claramente instrumentos e vozes, em mixagem limpíssima. (R.Z.)

A Música Brasileira deste Século por Seus Autores e Intérpretes

Jackson do Pandeiro

Ainda não iniciamos o segundo semestre e já é possível indicar um dos melhores lançamentos de todo o ano. Por melhor que venha a ser a produção fonográfica em 2000, esta coleção inclui-se, desde agora, entre os trabalhos campeões de qualidade. Curiosamente, não traz a grife de qualquer indústria do ramo, e sim do Sesc – Serviço Social do Comércio. Foi esta instituição que decidiu inteligentemente registrar em discos a série de programas musicais assinada por Fernando Faro na Rede Cultura.

A versão fonográfica é devida à obstinação de outro grande batalhador da MPB, o produtor João Carlos Botezelli (Pelão), que dedicou a esse resgate quase dois anos de intenso trabalho. São 25 discos, acompanhados de dois livros com a transcrição de depoimentos dos autores/intérpretes e respectivas notas biográficas.

Todo o elenco pertence definitivamente à história da música popular brasileira. As regiões do País estão representadas desde o extremo sul, com o gaúcho Lupicínio Rodrigues, até o extremo norte, com o paraense Billy Blanco. Representam o Sudeste, entre muitos, Adoniran Barbosa, Baden Powell, Cartola, Ciro Monteiro, Geraldo Filme, João de Barro, Nora Ney e Zé Kéti. A música nordestina fica por conta de Jackson do Pandeiro, João do Vale e Manezinho Araújo.

Seria leviano destacar os melhores numa coleção absolutamente homogênea em qualidade e importância cultural. Mas é justo lembrar os nomes de Ciro Monteiro, Adoniran Barbosa e Jackson do Pandeiro. Usando coloquialismos peculiares do Rio, São Paulo e Nordeste, eles traduzem, com humor e musicalidade, o que se poderia apontar, um tanto ousadamente, como as três vertentes básicas da nossa música popular urbana. (Aluízio Falcão)

 

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