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Maria do Carmo Jerônimo
A ex-escrava, considerada a mulher mais velha do mundo, morreu aos 129 anos

C. Rhienck
Religiosa, Maria do Carmo foi homenageada por João Paulo II

Na quinta-feira 15, a cidade de Itajubá, interior de Minas Gerais, amanheceu de luto. Na noite anterior, depois de 3 dias de internação na UTI, sua mais ilustre cidadã, Maria do Carmo Jerônimo, morreu vítima de falência múltipla dos órgãos. Filha de escravos, Maria do Carmo nasceu em 5 de março de 1871, em Carmo de Minas. Na ocasião, faltavam seis meses para a promulgação da Lei do Ventre Livre e ela amargou a escravidão até os 17 anos, quando viveu a instituição da Lei Áurea. Sem parentes, tomou como família os Guimarães, com quem morava havia setenta anos. Desde 1995, quando começou a figurar como provável mulher mais velha do mundo, passou a receber homenagens pelo Brasil. Aos 124 anos, viajou de avião pela primeira vez. Recebeu das mãos do presidente Fernando Henrique, a medalha do centenário de Zumbi dos Palmares. No mesmo ano, ao lado do então prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, realizou um antigo sonho: ver o mar. Religiosa, Maria do Carmo chegou a passar mal em 1997, quando foi presenteada com uma medalha pelo papa João Paulo II. Naquele ano, vítima de um derrame cerebral, Maria do Carmo viu sua saúde de ferro começar a definhar e, nos últimos meses, ela já necessitava de muitos cuidados médicos. Pela falta de documentação, Maria do Carmo nunca foi aceita pelo Livro dos Recordes.

João Osvaldo Leiva,
presidente do diretório do PMDB em São Paulo e secretário de Estado no governo de Orestes Quércia (1986–1990), morreu na segunda-feira 19, aos 65 anos.

João Leiva ganhou notoriedade no eleitorado paulista, quando se candidatou à Prefeitura em 1988. Na eleição, amargou um terceiro lugar e assistiu Luiza Erundina eleger-se prefeita. Longe das disputas, Leiva organizava uma das frentes que exigia o impeachment do prefeito Celso Pitta, quando descobriu que tinha câncer no estômago. Em sua última aparição pública, declarou-se contra a filiação de Pitta ao PMDB, quando o prefeito estava sem partido. Leiva estava internado há 3 meses no Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Attilio Bertolucci,
pai do cineasta Bernardo Bertolucci e um dos maiores poetas italianos da atualidade, morreu na quarta-feira 14, aos 89 anos.

Natural de Parma, na Itália, o escritor estreou na literatura quando lançou a obra Siri, em 1929. Após a Segunda Guerra, teve que se mudar para Roma, onde ingressou no mercado editorial. Eterno apaixonado, costumava dedicar seus poemas à esposa Ninetta Giovanardi, mãe dos filhos Bernardo e Giuseppe. Bertolucci era conhecido por escrever sobre o amor, a família e sobre os campos da Itália, que considerava os mais belos do mundo. A causa da morte
não foi divulgada.

Reuters
A imperatriz-mãe Nagako, morreu aos 97 anos

Nagako,
a imperatriz-mãe do Japão, viúva do imperador Hirohito, morreu no domingo 18, aos 97 anos.

Preparada desde os 14 anos para ser imperatriz, Nagako casou-se com Hirohito em 1924 e assumiu o trono ao lado do marido em 1926. Viveu a crise japonesa após a Segunda Guerra e viu o marido abrir mão do seu cargo, forçado pelas forças aliadas. Sua primeira aparição pública aconteceu em 1971, quando Hirohito a apresentou aos chefes de Estado da Europa. Dedicada ao marido, especializou-se em artes plásticas. Pintava quadros e costumava presentear os presidentes
e ministros com eles. Nos últimos meses, Nagako sofria de insuficiência respiratória

 

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