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Carreira

A nova empreitada de Scheila Carvalho
Há três anos no É o Tchan!, a dançarina ganha papel fixo no Megatom, na Globo, quer construir carreira de atriz mas diz que não vai deixar o grupo

Alessandra Nalio

Edu Lopes
“Fiquei deslumbrada ao entrar no grupo e nem planejei a carreira. Chegou a hora”

Na quarta-feira, 14 de junho, a dançarina Scheila Carvalho deu o primeiro passo na construção de uma sonhada carreira de atriz. Escalada para integrar o humorístico Megatom, ela gravou as primeiras cenas de seu personagem, Dadá, a assanhada namorada do velho Venâncio, interpretado por Tom Cavalcante. Nervosa com o novo desafio, Scheila conta que não dormiu na noite anterior às gravações. “Fiquei lendo e tentando decorar o script.” Enquanto aguardava no camarim a vez de subir ao palco do Teatro Ópera, na Bela Vista, em São Paulo, onde o programa é gravado, Scheila foi acalmada pela atriz Taís Araújo. “Ela disse para eu relaxar porque no começo é assim mesmo”, lembra. A dançarina agradeceu a dica, mas dispensou a ajuda de Taís, que se ofereceu para ensaiarem o texto juntas. “Nem no colégio eu gostava que minha mãe me tomasse a tabuada. Sempre estudei sozinha. Prefiro assim”, diz.

Para Scheila, essa é a oportunidade de realizar o antigo desejo de ser atriz, interrompido aos 20 anos quando foi obrigada a deixar as aulas de teatro em Juiz de Fora, Minas Gerais, para trabalhar. E também a possibilidade de conseguir se firmar na carreira artística quando deixar de ser dançarina do É o Tchan! “Estou com 27 anos e sei que não vou dançar para sempre. Por isso, tenho que pensar no meu futuro”, diz. Com direito a “cacos” (frases de improviso), do tipo “Nossa, como essa casa está suja”, numa cena em que varria uma sala, Scheila gravou quatro participações no programa – o equivalente a um mês.

A primeira foi ao ar domingo 18. “Foi fácil trabalhar com o Tom, difícil é não rir de suas piadas”, diz ela. Para o diretor do programa, Mário Meirelles, que afirma ter acertado na escolha da dançarina para o papel, Scheila se saiu muito bem em sua estréia. “Seu rendimento ainda é de uma iniciante, mas vai melhorar”, diz. “Ela vai mexer com o imaginário masculino, exatamente como deve ser a Dadá.” Scheila garante que não tem medo de críticas, mas já se previne contra os possíveis ataques. “Ninguém nasceu andando e falando”, diz. A partir do próximo mês ela fará um curso de teatro, em Salvador, onde mora. Se a carreira alavancar, no futuro Scheila pretende tomar aulas com professores como Beto Silveira, o mesmo que transformou Victor Fasano e Ana Paula Arósio em atores. “Não vou ficar bitolada na dança, vencerei obstáculos e provarei que tenho outros dons”, diz.

A primeira vez que Scheila subiu num palco foi aos 19 anos, em Juiz de Fora, Minas Gerais, sua cidade natal. Fazia o papel de andorinha na peça infantil A Bailarina de Cristal. “Foi lá que senti pela primeira vez o gostinho de interpretar”, lembra. Mas não decolou. No ano seguinte foi trabalhar como bancária para ajudar no orçamento da família e sua veia dramática ficou em segundo plano. Em 1999, durante a divulgação do último CD do grupo – É o Tchan na Selva – Scheila e os companheiros foram convidados para participar dos programas Casseta & Planeta e A Turma do Didi.

“Depois disso não tive dúvida e pedi ao meu empresário para tentar conseguir um papel em algum programa”, conta. Recebeu, no mesmo ano, um convite da equipe do Zorra Total para entrar na “Escolinha do Professor Raimundo”, comandado por Chico Anysio. “Mas não deu, minha agenda estava lotada de shows”, lembra. Feliz com a nova oportunidade, Scheila jura que não sabe quanto vai ganhar e nem como será seu contrato na emissora. “Para mim, o mais importante é fazer o que gosto, essas coisas eu deixo que o meu empresário resolva”, diz. A única coisa que Scheila fez questão de acertar pessoalmente, foi o compromisso de vir a São Paulo uma vez por mês para gravar o programa. A nova empreitada, segundo ela, não vai atrapalhar sua carreira no É o Tchan! e para afastar os possíveis boatos sobre sua saída do grupo, ela repete que isso não acontecerá, pelo menos por enquanto. “Fiquei tão deslumbrada quando entrei no grupo que nem pensei em planejar uma carreira. Chegou a hora.”

Sem namorado oficial desde que ganhou fama há três anos, Scheila continua a negar, cheia de sorrisos, o suposto romance com o colega de grupo, compadre Washington. “Imagina, não estamos juntos. O rapaz é comprometido, são só boatos”, diz. Ela prefere dizer que, por enquanto, só “fica”. Questionada, então, sobre o nome ou origem do felizardo, despista. “Ah, tem de tudo. Afinal, eu rodo o Brasil”, diz. Namorado ou não, foi compadre Washington quem sugeriu que Scheila também cantasse. Ela ensaiou uma música da baiana Ivete Sangalo e passou a cantar nos shows do grupo. Na primeira apresentação, Scheila tomou uma dose de uísque para relaxar e afinar a voz. “Pulei tanto que não saiu nada”, lembra. “Mesmo assim, todos gostaram.”

Atenciosa com os fãs, Scheila atende a todos os pedidos de autógrafo e não se importa com as cantadas. Mas durante a sessão de fotos para Gente ameaçou bater com uma pá na cabeça de um rapaz que gritou para ela tirar a roupa. “Respeito é bom e eu gosto!”, diz.

Agradecimentos: Hotel Porto do Sol, São Paulo

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